quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Biblioteca Mundial da Ciência


Recursos didáticos aplicáveis ao ensino de ciências são sempre necessários e bem-vindos. Por isso, é de se aplaudir a iniciativa da Unesco – a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para o desenvolvimento da educação, ciência e cultura –  de criar e disponibilizar na internet a Biblioteca Mundial da Ciência (Word Library of Science – WLOS). 

O objetivo principal é criar uma comunidade global de usuários interessados em ciência, que possam contribuir para o projeto e ‘alimentar-se’ dele.

Visite a biblioteca virtual e confira. O projeto ainda está em fase inicial (foi lançado nesta semana), mas já disponibiliza 25 livros (e-books), cerca de 300 artigos e mais de 70 vídeos e animações, que certamente vão interessar os apaixonados pela ciência e auxiliar professores e alunos, principalmente, os do ensino médio.

Dê uma olhada especial nos vídeos e animações já disponíveis. São produções daNature Education, a divisão de educação daNature, grupo editorial que publica uma das mais importantes e consagradas revistas científicas. 

Entre eles, encontra-se, por exemplo, Betting on the cosmos (Apostando no cosmos), vídeo no qual os físicos Robert Betts Laughlin e David Jonathan Gross, ganhadores do Nobel de Física em 1998 e 2004, respectivamente, debatem o que teria acontecido logo após o Big Bang e discutem como testar as grandes ideias da física sobre o universo.

Leia mais em: http://cienciahoje.uol.com.br e/ou acesse a Biblioteca http://www.nature.com/wls


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Artista substitui tinta por chama de velas para criar desenhos impressionantes

Com muita criatividade, alguns artistas vão além dos pincéis e das esculturas, criando artes inovadoras, como o garoto que substitui tinta por sorvetes ou quem faz desenhos dentro de garrafas. Já Steven Spazuk faz do fogo seu fiel companheiro e matéria-prima, elaborando figuras impressionantes sobre o papel.

O desenho é formado a partir da fumaça de uma vela, que fica rente a superfície. Com suas técnicas impressionantes, o artista cria então peças únicas, marcadas pelo rastro do fogo, criando formas e estampas distintas que, às vezes, ficam em meio aos stencils com celebridades, como o ator Robert DeNiro ou a atriz Audrey Hepburn. Alguns desenhos ganham detalhes a partir de pincéis e penas de aves, usadas para carimbar certas áreas, e criando um padrão.

Spazuk iniciou sua carreira artística desenhando, passando pela aquarela e pintura acrílica. Em 2001 surgiu a ideia de controlar as sombras formadas pelo fogo. Em uma de suas séries, foram criadas pinturas fragmentadas a partir de diversos desenhos menores, posteriormente expostas às chamas.

Confira mais sobre esse trabalho nas fotos abaixo:
paintin-1

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Instituição usa o Whatsapp pra criar forma inovadora de contar histórias de ninar para crianças órfãs

Histórias de ninar são extremamente importantes no desenvolvimento da imaginação e da educação da criança. Essas histórias também ajudam a fortalecer o laço sentimental entre a criança e seus pais. Porém o que acontece quando falta um personagem?

Essa é a realidade que mais de 45 mil crianças e adolescentes vivem nos abrigos em todo o Brasil, de acordo com o levantamento de 2014 do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA). Além disso, de todo esse número, somente 15% é elegível para adoção, ou seja, mais de 38 mil crianças permanecem nestes abrigos sem nunca possuir a figura de um pai ou uma mãe.

Pensando nisso, a Casa da Criança Santo Amaro criou uma simples (mas genial) ideia para ajudar essas crianças a terem contato com figuras diferentes todas as noites. Através do projeto batizado “Mensagens de Ninar”, em parceria com a livraria infantil PanaPaná, e do uso do aplicativo de celular WhatsApp, pessoas que passam pela livraria podem ler o trecho de um livro infantil disponibilizado por eles, gravando suas vozes através do aplicativo e enviando para a instituição.

A Casa da Criança Santo Amaro pega então esses trechos e os transforma em um audiolivro colaborativo, que é diariamente disponibilizado para as crianças antes de dormir, que o escutam através de uma caixa de som.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ana Virgínia Pinheiro, bibliotecária: ‘Os livros sabem que vão sobreviver a nós


Ana Virgínia, cuida dos livros raros da Biblioteca Nacional.
Foto: Gustavo StephanAna Virgínia, cuida dos livros raros da Biblioteca Nacional. - Gustavo Stephan

“Nasci em Botafogo. Sou divorciada e tenho dois filhos. Sou uma pessoa de origem pobre e surpreendo os pesquisadores que me procuram e imaginam outro biotipo. Fui a única da família a fazer faculdade. Minha primeira opção foi biblioteconomia. A segunda, arqueologia. Ofícios muito parecidos”

Conte algo que não sei.
Um livro do século XVI dura meio milênio. Um livro do século XX não chega a 100 anos. As bibliotecas do século passado estão morrendo. A gente nem abre os livros, para evitar o efeito cream cracker. Aguardamos uma tecnologia que os salve.

Como se sente cuidando de 100 mil livros raros?
Num sítio arqueológico. As pessoas não têm ideia do que há. Pesquisadores brasileiros vão à Europa buscar cópias de originais que temos aqui. Livros raros são obras de arte, e a expectativa que se tem de quem zela por esse patrimônio é que seja catalogado e descrito.

Você também caça livros?
Minha função é zelar, mas o zelo pressupõe descobrir, revelar, desvelar. A demanda do pesquisador desencadeia a caça. Tenho recebido pesquisadores helenistas que estão achando livros que podem mudar a história da literatura, da filosofia, e os pontos de vista que vinham amealhando na sua formação.

Pode dar um exemplo?
Havia um no acervo que estava lá, catalogado, e de repente emergiu: uma edição da “Divina proporción”, do padre e matemático italiano Luca Pacioli, do início do século XVI, que é ilustrado, simplesmente, por Leonardo da Vinci. São xilogravuras que fundamentaram as teorias de 3D. O pessoal de design, editoração e artes enlouqueceu. Há poucos exemplares no mundo.

O que mais você descobriu?
Nos armazéns achei uma coleção de folhetins pornográficos do final do século XIX. Compravam uma foto de prostituta francesa e desenvolviam uma história com sexo entre iguais, desiguais e até animais. O primeiro folheto homoerótico, o “Menino do Gouveia”, também está ali.

Como é a sua relação, digamos, pessoal com os livros?
Olha, eu tenho até medo de abrir algumas obras de centenas de anos. Dos efeitos colaterais. Dizem que o livro antigo fechado fica inócuo, mas sempre acho que pode ter veneno em pó. Ou efeitos na cadeia de memória, de emoções, da psique... Um dia puxei um livro e havia uma imagem de navio negreiro desdobrada. Os negros estavam distribuídos como em varais, e não em pé no porão. Eram arrumados por tamanho e compleição física. Como em prateleiras.

Fale mais desses temores.
Livros morrem. São como pessoas. Carecem de proteção. O trabalho que faço é tentar garantir que o livro de que cuido alcance a próxima geração. Para que sobreviva a ataques. Doenças. Que amadureça. Dê frutos. Sabem que vão morrer, mas que vão sobreviver a nós. Tenho uma teoria: não sou a guardiã deles. Sou usada por eles. Estão na expectativa já de quem me sucederá. Isso produz um encantamento. Tem que ter isso. Se não você vira uma carimbadora de papel.

Na Idade Média, se lia nos mosteiros. E hoje, onde estão enterrados os livros ocultos?
Coleções particulares. Elas preservam, mas o colecionismo é uma paixão que não impõe limites. O tráfico de obras raras hoje é o segundo ou terceiro. Perde para drogas e armas. As penas são menores.

Quanto valem?
Pego livros na BN que alcançam milhões de dólares. Um livro antigo entra no mercado não só pelo conteúdo, mas pela materialidade. Temos livros com gravuras de Rubens. Quanto está uma tela? Dependendo da raridade, do estado, da história, se foi proibido, o céu é o limite.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

[RITUR] Publicação de Número Especial "Museus, Turismo e Sociedade"

Estimados leitores,

É com grande prazer que comunicamos o lançamento do primeiro Número Especial da Revista Iberoamericana de Turismo - RITUR, sob a temática "Museus, Turismo e Sociedade", tendo como Editoras responsáveis as competentes professoras Luciana Ferreira da Costa (Universidade Federal da
Paraíba, Brasil) e Maria de Fátima Nunes (Universidade de Évora, Portugal).

Convidamos todos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse: http://www.seer.ufal.br/index.php/ritur/issue/view/128

Sumário

Editorial

ENCONTRO DE OLHARES SOBRE MUSEUS, TURISMO E SOCIEDADE
Luciana Ferreira da Costa, Maria de Fátima Nunes
1-3

Artigos

Neus Crous-Costa, Dolors Vidal-Casellas
4-21
Manuel de Azevedo Antunes
22-35
David González Vázquez
36-49
Rosângela Custodio Cortez Thomaz
50-74
Diolinda Ramírez Gutiérrez, Heredina Fernández Betancort, Agustín Santana Talavera
75-94
Carmen Lucia Souza da Silva
95-110
José Cláudio Alves de Oliveira
111-123
Luciana Ferreira da Costa, João Carlos Pires Brigola
124-141
Alzira Queiroz Gondim Tude de Sá
142-161

Expediente

EXPEDIENTE DO VOLUME 4, NÚMERO ESPECIAL DE 2014 DA RITUR
Luciana Ferreira da Costa, Maria de Fátima Nunes
162-166

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Projeto transforma refrigerador em biblioteca itinerante para crianças


Um grupo de 60 crianças da Vila Torres, atendidas durante o horário de contraturno escolar pelo espaço Passos da Criança, conheceu a Refriteca, projeto da fabricante de eletrodomésticos Electrolux realizado com a parceria do Pró-Cidadania, que transforma refrigeradores em biblioteca itinerantes. As crianças também participaram de atividades diferentes, como a contação de histórias.

A Refriteca circulará as instituições atendidas pelo Parceria Nota 10, projeto do Pró-Cidadania. Os livros da biblioteca, cerca de 150 exemplares escolhidos de acordo com a faixa-etária das crianças, são do acervo da empresa ou doados por colaboradores.

“As crianças ficaram ansiosas pela chegada da biblioteca. Explicamos a elas que além de matar a fome, nossa geladeira especial, através dos livros, alimenta a alma e a criatividade”, disse a psicopedagoga do Passos da Criança Lea Aparecida Barnabé.

Entre os títulos estão livros diversificados, como obras de literatura, infanto-juvenil, biografias, obras de culinária, artes, artesanato, política, esporte, música, saúde, livros informativos, periódicos e diferentes materiais de leitura como revistas e gibis.

“A ideia é muito interessante porque além de incentivar a leitura dentro das instituições, promove também o lazer e a cultura na comunidade”, explicou o supervisor de Ação Social do Pró-Cidadania, Rodolfo Schneider.

“Eu adorei. Queria poder ter essa geladeira em casa”, contou Lucas dos Santos, de 7 anos. Mayara Gabriela de Oliveira, de 8 anos, disse que a parte favorita das atividades foi a contação de histórias. “Parecia que eu estava vendo um filme do João e o Pé de Feijão”, falou.

De acordo com Bárbara Calado, do setor de responsabilidade social da Electrolux, o tempo de permanência da mini biblioteca no projeto social pode variar. Serão 30 dias para instituições com até 80 crianças e 50 dias para instituições com mais de 81 crianças. Após este período o refrigerador-biblioteca será retirado e levado para outra escola/instituição cadastrada pelo Pró-Cidadania.

“Neste tempo, a garotada, com o auxílio das professoras, pode aproveitar como quiser a biblioteca. A reação tão positiva das crianças nos surpreendeu hoje e ficamos muito contentes”, explicou Bárbara.

Pró-Cidadania
O Instituto Pró-Cidadania é uma associação civil com personalidade jurídica de direito privado, sem fins econômicos lucrativos, com caráter voltado aos fins assistenciais, educacionais, beneficentes e culturais.

Parceria Nota 10
O Parceria Nota 10 foi criado em 2007 e desde então beneficiou mais de 10 mil crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. O projeto promove a formação integral na vida das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Curitiba.

Atualmente, atende mais de 2 mil crianças e adolescentes/ano, através de implantação da metodologias para instituições, monitoramento, avaliação permanente das atividades, capacitação dos gestores e educadores e o repasse de materiais (escolares, de higiene, educativos, eletrônicos e esportivos) e agasalhos.

O Pró-Cidadania também desenvolve o projeto Curitibaninhos, que beneficia mamães e recém-nascidos com palestras preparatórias e distribuição de enxovais, e o Jogo Limpo, na área de esporte. Informações pelo telefone (41) 3040 -1582.

Justiça libera lançamento de biografia de Guimarães Rosa

Uma decisão inédita de um tribunal brasileiro acaba de permitir que uma biografia não autorizada pelos herdeiros do biografado seja lançada. 'Sinfonia Minas Gerais - A Vida e a Literatura de João Guimarães Rosa', de autoria de Alaor Barbosa, que conta a história do escritor João Guimarães Rosa (1908 - 1967), havia sido retirado das livrarias em 2008, quando a Justiça acatou um pedido de Vilma Guimarães Rosa, filha do poeta. Além de ser contra o livro que não havia autorizado, Vilma acusava a obra de possuir trechos plagiados de sua obra 'Relembramentos: João Guimarães, Meu Pai'.

“Este é um livro que ela chama de biografia, mas que traz documentos, cartas, discursos de Guimarães”, conta Barbosa ao jornal O Estado de S.Paulo. Ele diz que usou o conteúdo de tais trechos em seu livro, mas em quantidade menor do que a apontada por Vilma. “Além do mais, são trechos que não são da autoria dela.” O escritório de advogados que defende Vilma, Dain Gandelman e Lace Brandão Advogados Associados, foi procurado pela reportagem, mas não retornou aos pedidos de entrevista.

O acórdão de 38 páginas que tem como relatora a desembargadora Elisabete Filizzola desconstrói as acusações da herdeira ponto a ponto. Ao abordar as colocações de que Barbosa teria investido em uma imagem de que Guimarães era antipatriótico, a relatora considera: “Veem imputação de ‘antipatriotismo’ ao renomado escritor, por dizer o biógrafo: ‘Nunca me deparei, nos textos de Guimarães Rosa, com alguma preocupação com o presente e o futuro do Brasil’.

Ocorre que as próprias recorrentes assinalam que ‘durante sua vida, João Guimarães Rosa sempre optou pela discrição, tendo preferido evitar entrevistas sobre sua vida privada e posições políticas’, o que, como se nota, confirma, com cirúrgica precisão, exatamente o que asseverara a biografia em tela. Até porque, obviamente, não se confunde com ‘antipatriotismo’ a conduta apenas reservada com relação a ideologias, bandeiras políticas etc.”

A relatora defendendo não só a liberdade de expressão como a própria opinião dos biógrafos. “Não colhe a assertiva de que ‘as conjecturas do biógrafo seriam opinativas, inconsistentes, desprovidas de fundamento, e, acima de tudo, ofensivas, causando evidente dano moral ao escritor e à sua família’ (como diz a acusação). Aliás, ‘opinativas’ elas até podem ser, e mal algum há nisso, mormente por estar claríssimo nas passagens citadas de quem são as opiniões.”

Daniel Campello Queiroz, advogado de Barbosa, diz que a decisão pode levar a movimento de novas decisões judiciais favoráveis a biografias não autorizadas. “Isso tudo oferece caminhos interessantes por onde os tribunais devem caminhar.”

Depois de declarações de Vilma consideradas caluniosas contra sua conduta, Barbosa entrou na Justiça por danos morais contra a herdeira. A sentença favorável ao escritor determinou que Vilma pague, segundo Barbosa, R$ 30 mil. “Ela poderia recorrer, mas perdeu o prazo da apelação. E eu pedi que a indenização seja aumentada para R$ 120 mil”.

Alaor Barbosa, contudo, diz que neste momento não pensa em recolocar a biografia de Guimarães Rosa nas livrarias. “Eu teria que retirar partes do livro por questões pessoais, por minha decisão. São as citações que faço ao livro dela (de Vilma) - que na verdade são de terceiros - mas que eu retiraria por um motivo moral. Não sei se quero mais mexer com isso”, diz o autor de 74 anos, que passou cinco pesquisando sobre a vida do escritor. “Toda essa minha luta foi pelo princípio da liberdade da criação intelectual, que é um princípio universal. Eu já consegui minha vitória”.

Fonte: Estado de Minas - 15/10/2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Dia da Leitura: Amantes dos livros podem achar exemplares de R$ 1 a R$ 5 mil em João Pessoa

Portal Correio
Leitura está se expandindo na Capital
A leitura que se manifesta e se expande. Rompe as barreiras e adentra as ruas, praças e ônibus. Qualquer lugar público pode virar um portal para um novo universo, embalado pela companhia dos livros. Em João Pessoa, seja no Dia Nacional da Leitura (12), ou em qualquer ocasião, não é difícil encontrar pessoas que mostrem como a leitura está se expandindo a cada dia.
Sabrina Kelly, 17 anos, conta que não consegue mais andar pela cidade sem carregar alguma obra literária. “Não tenho um lugar certo para ler. Quando estou indo para qualquer lugar, a primeira coisa que faço é abrir meu livro. Muitas vezes a viagem é chata, mas com a leitura eu nem vejo o tempo passar. Além disso, eu percebo que hoje escrevo e me expresso muito melhor que antigamente”.
Segundo a estudante, a paixão pela leitura começou pela insistência de uma amiga. Fã da série de romances ‘Fallen’, da autora americana Lauren Kate, Sabrina diz ainda que a falta de boas bibliotecas é algo que prejudica muitos estudantes que buscam pelos livros e não têm condições financeiras para adquiri-los. 
Na falta de bibliotecas, livrarias e sebos são procurados por quem deseja ler em um ambiente tranquilo

Apesar de se observar o interesse de uma parcela significativa de pessoas em acompanhar obras literárias, o brasileiro lê, em média, de três a quatro livros por ano, enquanto a média entre os países europeus chega a oito anualmente.
É o que revela a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada na 11ª Feira do Livro de Joinville (SC), pela palestrante e escritora a escritora Maria Antonieta da Cunha. O preço seria uma barreira, mas não deveria.
Em uma livraria localizada em um shopping de João Pessoa, os preços de exemplares variam entre R$ 9,90 e R$ 460. O público que mais procura o espaço é formado por adolescentes. Naiara Santos e Pedro Silvestre, 14 e 15 anos respectivamente, sempre frequentam o local em busca de novas histórias e preços acessíveis. Pedro conta que não tem autor preferido. Para ele, a obra tem que ter uma boa história. “Pra mim, o gênero tanto faz, se o livro for bom a gente leva, disse ele.  
Admiradora de romances, Naiara diz que a capa influencia muito na hora de comprar, os preços variam bastante e o importante é pesquisar. “Há livros que são muito caros, a gente olha e se assusta com preço, mas têm muitos outros que o preço está bom; tem que pesquisar”.  
O jornalista e escritor Mélchior Machado lamenta a falta de acessibilidade aos livros. Ele reconhece que o interesse pela leitura depende de vários outros fatores, mas diz que os valores cobrados por exemplares de literatura deveriam ser reduzidos. 
“Levar literatura para todos demanda uma mudança estrutural na educação, mas, de qualquer maneira, eu acho que poderíamos tentar baratear o preço dos livros, que ainda é muito caro para a maioria das pessoas. Até porque a leitura é fundamental para o crescimento das pessoas. Na experiência que eu tenho, percebi que todos aqueles que leem acabam atingindo mais rapidamente os seus ideais e constroem seu futuro de maneira mais firme”, defende.
Preços altos são empecilhos para aquisição de novos exemplares de literatura
Foto: Preços altos são empecilhos para aquisição de novos exemplares de literatura
Créditos: Portal Correio
Uma alternativa para leitores que buscam apreciar bons livros, com preços acessíveis, são os sebos, que muitas vezes vendem obras pela metade do preço. Nas prateleiras, podem ser encontrados tanto exemplares novos quanto usados. Em um desses estabelecimentos, no Centro de João Pessoa, é possível encontrar mais de 3 mil livros, só no acervo digitalizado. Os preços vão de R$ 1, pago por uma literatura de cordel, até R$ 5 mil, para que o leitor adquira um romance raro, escrito em alemão gótico. 
Nos sebos também são disponibilizadas áreas voltadas para a leitura. Para o contabilista Rafael Freire, espaços públicos destinados à leitura deveriam ser montados em diversos pontos da cidade. Ele acredita que as bibliotecas existentes na cidade não atendem a demanda da população de maneira satisfatória. “Sinto falta de um espaço com livros bons e atualizados. Isso não tem aqui em João Pessoa”. 
Contabilista diz que não costuma frequentar bibliotecas porque sabe que não encontrará livros atualizados
Foto: Contabilista diz que não costuma frequentar bibliotecas porque sabe que não encontrará livros atualizados
Créditos: Portal Correio

Novo periódico: Cadernos de Informação Jurídica

Foi lançado o primeiro fascículo do periódico CADERNOS DE INFORMAÇÃO JURÍDICA (www.cajur.com.br), totalmente dedicado à divulgação do conhecimento e a promoção da troca de experiências entre profissionais especializados na área da Biblioteconomia Jurídica, Arquivologia, Documentação, Ciência da Informação, Museologia, Informática Jurídica e ciências afins.
Sumário
Cadernos de Informação Jurídica, v. 1, n. 1, 2014PDF
 p. 1-142
EditorialPDF
 p. 2

Artigos

O uso de elementos argumentativos na pesquisa de informação jurisprudencialPDF
Lucivaldo Barrosp. 4-13
Mercado de trabalho para o bibliotecário jurídico nas bibliotecas do Poder Legislativo e tribunais superioresPDF
Edilenice Passos, Maria Tereza Walterp. 14-49
Gobierno de la información: complejo paradigma de fundamental implementaciónPDF
Laura Nahabetián Brunetp. 50-74

Dossiê

Revistas jurídicas em Portugal e no estrangeiro: das origens à actualidadePDF
Ana Maria Martinhop. 75-97
Revistas jurídicas brasileiras: "cartografia histórica" de um gênero de impressos (anos 1840 a 1940)PDF
Mariana de Moraes Silveirap. 98-119
Um olhar sobre os periódicos jurídicos nacionaisPDF
Cristiano Quintela Soaresp. 120-135

Entrevista

Neide de SordiPDF
 p. 136-14

sábado, 11 de outubro de 2014

Blog De Olho na CI lança aplicativo

Visando oferecer novas formas de compartilhamento de notícias e acompanhar as tendências tecnológicas do mercado informativo, o blog De olho na CI desenvolveu um aplicativo para leitura no celular. Experimente. Faça essa experiência pelo seu navegador, acesse:http://ebe09ebe-93d0-4743-915d-7616b676eecf.mobapp.at/landing/Desktop#.VDlvQ2ddXYI

Ler mais: http://www.deolhonaci.com/news/blog-de-olho-na-ci-lan%c3%a7a-aplicativo/

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Senado defende eBooks para fomentar a leitura

Atentos aos avanços tecnológicos na educação, os senadores têm apresentado projetos que incentivam o uso de livros eletrônicos nas escolas. Além de estender ao formato os benefícios fiscais já oferecidos ao livro de papel, as propostas também visam garantir o acesso de alunos da rede pública a esse tipo de conteúdo.
Pesquisas recentes reforçam as vantagens da leitura digital no aprendizado. Estudo da universidade norueguesa de Stavanger sobre o uso do livro eletrônico revelou que a compreensão do texto é praticamente a mesma de quem faz a leitura no papel. Outra pesquisa, realizada nos Estados Unidos, com estudantes disléxicos revelou uma melhora na compreensão do texto e na velocidade da leitura feita na tela. O livro eletrônico, em geral, também permite ajustar o tamanho e o tipo da letra.
A leitura digital pode ser feita em e-readers, tablets, computadores ou até smartphones, por meio de aplicativos próprios. No ano passado, os livros eletrônicos representaram em torno de 2,5% do faturamento do mercado editorial brasileiro.

Tributos
Projeto que equipara, na legislação brasileira, os livros eletrônicos aos impressos (PLS 114/2010), do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) em 2012, aguarda votação na Câmara. O objetivo é alterar a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/2003) para garantir aos conteúdos (e-books) e equipamentos de leitura digital (e-readers) os mesmos benefícios tributários do livro impresso. De acordo com a Constituição, os livros são livres de impostos.
A imunidade tributária para livros e leitores eletrônicos também tem sido discutida na Justiça. O assunto já chegou ao Supremo, no Recurso Extraordinário 330.817, onde é relatado pelo ministro Dias Toffoli.

Educação
No Senado tramitam dois projetos de iniciativa do senador Cícero Lucena (PSDB-PB) para estimular o desenvolvimento de aplicativos para tablets e aumentar o uso dessa tecnologia no aprendizado escolar.
O PLS 394/2012 propõe a redução a zero das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a receita da venda a varejo de softwares educacionais e livros eletrônicos para utilização em tablets. A matéria aguarda parecer do relator, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Já o PLS 109/2013 determina o fornecimento de tablets aos estudantes das escolas públicas de educação básica até 2023. Cícero Lucena argumenta que os aparelhos têm “enorme potencial pedagógico” e devem se tornar objeto da atenção das políticas públicas de educação. Para o senador, o livro didático e o caderno continuam a ter o seu papel no processo educativo, mas as inovações nesse campo “não devem constituir privilégio de poucos”.
- A dimensão da minha proposta é a da inclusão, para que as pessoas sem acesso a esse conteúdo eletrônico possam passar a usar o tablet como ferramenta obrigatória na escola. E ainda há o ganho ecológico desse equipamento contra a produção do livro de papel e todas as suas consequências para o meio ambiente - explica o senador.
O projeto tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde tem voto favorável do relator, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com duas emendas que estabelecem a capacitação dos professores e a avaliação dos alunos que usam o equipamento.

Questão de tempo
Cristovam Buarque entende que as crianças preferem os livros eletrônicos e devem ter professores preparados. Ele próprio tem mais de mil livros arquivados em seu tablet.
- Eu, pessoalmente, já começo a preferir ler no tablet. Sublinho mais fácil, jogo nota para o final, é muito mais prático. Ler no papel é a mesma coisa de voltar a usar o papiro depois de Gutenberg - compara.
Para o presidente da Comissão de Educação, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), é apenas “uma questão de tempo” até que se vençam as últimas resistências à leitura eletrônica.
- A oferta do papel sempre vai existir, por determinado apego que a pessoa tem, mas acho que nós temos que quebrar paradigmas. Os livros já estão disponibilizados em bibliotecas eletrônicas. É uma ferramenta muito importante o tablet nas escolas para as novas gerações; isso vai tomar conta - prevê.

Emater abre minibibliotecas rurais na Paraíba

O Projeto Bibliotecas Rurais, executado pela Emater Paraíba, está se expandindo e despertando o interesse para o hábito da leitura, a compreensão e interpretação de textos das crianças, jovens e adultos do meio rural paraibano. Nessa segunda-feira (22), a comunidade Mata de Garapu, no município do Conde, Litoral Sul do Estado, foi contemplada com mais uma biblioteca. A primeira unidade foi entregue durante o lançamento oficial do projeto, no encerramento das Jornadas de Inclusão Produtiva, dia 11 de junho, na sede da empresa, localizada na estrada de Cabedelo.

Denominado de “Cantinho do Saber”, o Projeto Bibliotecas Rurais, criado há cerca de quatro meses pela coordenadoria regional da Emater em João Pessoa, consiste em um conjunto de ações educativas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e tem por objetivo beneficiar a agricultura familiar por meio do incentivo à leitura, à valorização da cultura local e à conservação do meio ambiente.

A meta, até o final de dezembro, é contemplar os 23 municípios jurisdicionados pela regional da Emater de João Pessoa. Até agora, afora mais seis que estão definindo datas para receberem o benefício, os municípios contemplados foram Cabedelo, Santa Rita, Sapé, Caaporã, Alhandra, Conde, Rio Tinto, Mamanguape e Baia da Traição.

Cada biblioteca instalada conta com um acervo de cerca de 100 livros obtidos por doação, os quais remetem à leitura infantil juvenil e adulta, livros técnico científicos, didáticos, paradidáticos, de pesquisa e técnicos, que abordam a realidade da vida e a produção no campo.

Expansão – O projeto piloto implantado na região de João Pessoa, conforme explicou Keyla Deininger, servirá de parâmetro para a expansão em todo o Estado, por meio do Núcleo de Extensão Social da Emater (Nueso). As primeiras comunidades beneficiadas servirão de unidades experimentais e de multiplicação da experiência, a partir das quais, surgirão novas bibliotecas. Uma parceria a ser firmada com as prefeituras municipais para confecção dos móveis das bibliotecas vai dar maior impulso ao projeto, segundo informou o coordenador de Operações da Emater, Jailson Lopes da Penha, um dos idealizadores das Bibliotecas Rurais.
Ressalta-se que o projeto foi organizado pela bibliotecária  Helloyse Villar.* 

Após a composição dos mobiliários das bibliotecas, que estão sendo confeccionadas e implantadas pelas próprias comunidades, a partir de materiais recicláveis, como paletes, caixotes de madeira, tábuas, entre outros, os extensionistas fazem a seleção das localidades beneficiárias e dos “amigos do saber”, que serão os agentes de leitura e de desenvolvimento das ações culturais.

Doação – Um movimento para a doação de livros nos escritórios da Emater dos municípios integrantes da região administrativa de João Pessoa e na sede central, na estrada de Cabedelo, já arrecadou milhares de exemplares. O acervo conta, entre outros, com livros infantis, didáticos, paradidáticos, técnicos da área agrícola, de literatura diversificada, além de revista e material informativo. Entre os doadores destacam-se a Secretaria de Educação do Estado, a Embrapa, o INSS, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a população em geral.

Fonte: Paraíba Total
*Informação extra

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Projeto obriga bibliotecas a instalar programas para pessoas com deficiência visual

Implantar programas de software com a finalidade de facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual aos computadores nas bibliotecas públicas de todas as cidades com mais de 50 mil habitantes. Esse é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS) 138/2014, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Para o senador, os livros editados em braile e acompanhados de versão em áudio já não são mais suficientes para promover a igualdade do acesso entre as pessoas sem deficiência e aquelas que são privadas da visão. “O desenvolvimento vertiginoso dos meios tecnológicos de informação privilegia quem pode manejar computadores”, acrescentou, ao defender a implantação dos programas.

O projeto prevê que as bibliotecas reservem espaços exclusivos, com mesas, cadeiras e teclados específicos para uso das pessoas com deficiência visual.

Na CE, o projeto tem como relator o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Depois, a matéria ainda passará pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), em decisão terminativa. Isso significa que, se não houver recurso para a votação em plenário, o projeto poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

“Os livros eletrônicos hoje são uma realidade”

Conforme a pesquisa Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil, encomendada pela Árvore de Livros S.A. (noticiado este ano pela Revista Biblioo), o impacto dos livros eletrônicos (ebooks) nas bibliotecas tem se dado de forma positivo, pelo menos do ponto de vista dos profissionais destas instituições. Nesta pesquisa, estimulados a responder sobre o que acreditam que poderá acontecer com a chegada dos ebooks às bibliotecas, a grande maioria dos bibliotecários e demais gestores (82% dos que respondera) apontaram que os dois tipos de suportes (o livro impresso e o ebook) deverão conviver juntos em harmonia. No caso das bibliotecas universitárias, esse tipo de resposta esteve na boca de 100% dos entrevistados. Apesar da ampla aceitação, ainda existem muitas dúvidas por parte dos profissionais, o que acaba por inibir os avanços deste novo instrumento de leitura. Pensando nisso, o bibliotecário do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CT/UFRJ), Moreno Barros, tem se dedicado a ministrar cursos sobre o tema, mostrando como eles podem funcionar nas bibliotecas, explorando questões que vão desde os formatos de arquivo, aparatos de leitura, contratos de assinatura e o seu impacto nas instituições, tanto agora como no futuro.

Como você avalia o avanço dos livros eletrônicos sobre os tradicionais impressos?
Francisco, acho que é um caminho sem volta. Obviamente que o livro impresso não vai acabar, mas o livro eletrônico está aí e veio para ficar. E seu avanço e força se dá muito mais por uma lógica de mercado do que pelo embate do fetiche entre impresso ou eletrônico. Bastou que os varejistas e editoras entrassem de cabeça nesse mercado, que certamente tem menor custo de produção e é mais lucrativo, para ditarem o ritmo. Se você pensar bem, um editor pode determinar que um lançamento seja exclusivamente digital. E o que iremos fazer? Espernear? Como consumidores, nós temos muito a ganhar, pois é uma nova modalidade de serviço e produto, e podemos reivindicar preços mais justos, distribuição mais veloz etc. O momento é esse! Mas ao mesmo tempo precisamos estar muito atento a certas práticas que cerceiam o hábito de leitura e consumo de livros digitais, como o monopólio sobre plataformas de distribuição de livros e controle sobre formatos digitais. Mas bem, no final das contas, não restam dívidas: hoje eu leio muito mais conteúdo digital (seja livros ou não) do que impresso. Eu e muitos outros “nativos digitais” já representam uma fatia significativo de um mercado e de uma cultura de consumo de informação e literatura. Falar de livros eletrônicos poucos anos atrás era um futuro distante. Hoje é realidade. Então o avanço foi enorme.

Quais as principais dúvidas dos bibliotecários quando o tema são os e-books em bibliotecas?
Os bibliotecários normalmente têm dúvidas sobre os dispositivos de leitura (kindle, kobo, ipad, tablets, smartphones), as modalidades de empréstimo de livros eletrônicos e os contratos estabelecidos com as editoras. Esses três elementos englobam quase tudo o que diz respeito a uma estratégia de adoção de ebooks em bibliotecas, de diferentes tipos. Na verdade os bibliotecários já lidam com arquivos digitais há bastante tempo (repositórios digitais e livros em pdf para download, por exemplo), mas agora existe uma demanda específica para livros eletrônicos e isso exige um planejamento. É como se você estivesse criando uma coleção nova, que precisa ser gerenciada e disseminada. Não é muito diferente do que já estamos acostumados a fazer, mas por se tratar de um formato novo, é normal que essas dúvidas apareçam. Claro, à medida que as experiências forem sendo compartilhadas, os ebooks deixarão de gerar dúvidas e passarão a ser rotina padrão das principais bibliotecas.

Que conhecimentos básicos os bibliotecários precisam ter na hora de fazer aquisição deste tipo de material?
Além de conhecer bem a demanda da sua comunidade, uma boa estratégia é o bibliotecário confrontar os benefícios dos ebooks com os impressos, uma vez que o impresso ainda é o formato prevalecente e que utilizamos como parâmetro. E isso implica em uma série de medidas, como verificação de preços, disponibilidade de títulos, possibilidade de empréstimos simultâneos, decidir se a aquisição é perpétua ou leasing, se os títulos podem ser adquiridos individualmente ou em pacote, analisar como os arquivos digitais serão hospedados e distribuídos, se os formatos são compatíveis com os diversos dispositivos de leitura disponíveis no mercado, entre outras. Na maior parte, isso vai exigir uma conversa bastante estreita com as editoras fornecedoras e o bibliotecário assegurar que está fazendo um bom negócio.

sábado, 6 de setembro de 2014

Wi-Fi em ônibus de SP suporta 46 acessos simultâneos

(Foto: Fabio Arantes/Secom)

No início da semana, quatro ônibus de São Paulo ganharam acesso à internet por meio de conectividade Wi-Fi. Os veículos fazem parte Viação Campo Belo e já estão em funcionamento. De acordo com a SP Urbanuss, o sinal tem velocidade média de 2,4 Mb e suporta até 46 acessos simultâneos por veículo. Acima deste número, a velocidade é reduzida.

Em comunicado ao Olhar Digital, o sindicato das empresas de ônibus afirma que a operadora utilizada é a Nextel e a internet é distribuída por meio de um roteador. Os veículos beneficiados são os da linhas 809P – Terminal Campo Limpo – Pinheiros e 857P – Terminal Campo Limpo – Paraíso. O custo do roteador junto da internet não foi divulgado e, segundo a SP Urbanuss, está "embutido no valor do ônibus superarticulado, que é de R$ 800 mil".

Cada ônibus possui apenas um roteador com duas antenas. Segundo a entidade responsável, a estrutura "permite maior distribuição de internet por todo o carro e em até cinco metros fora dele". Outro dado importante é que, a princípio, downloads serão bloqueados.

O processo ainda está em fase de testes iniciais e precisa da homologação da SP Trans, fazendo parte, inclusive, da Consulta Pública sobre tecnologia embarcada, prevista para 2015.

Os quatro ônibus com Wi-Fi fazem parte de uma nova frota que entrou em funcionamento na última terça-feira,2. Nestes quatro veículos e mais outros 16, também foram instalados ar-condicionado, câmeras para monitoramento interno e sistema anti-fraudes no Bilhete Único.

Fonte: Olhar Digital

Fundação Dorina lança app de leitura para pessoas com deficiência visual em 3 idiomas

A Fundação Dorina Nowill para Cegos lança um aplicativo inédito no Brasil para os leitores com deficiência visual. O DDReader – Dorina Daisy Reader para Android é um app gratuito e com interfaces em português, inglês e espanhol. O leitor de livros digitais para tablets e smartphones em formato Daisy amplia o acesso dos portadores de deficiência visual à leitura e passa a ser o primeiro app brasileiro para aparelhos móveis que poderá atender a demanda de pessoas que precisam de livros digitais com acessibilidade.

O app DDReader para Android permite ler com os dedos e os ouvidos, facilitando ainda mais o  acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual. Com este app, que está disponível no Google Play desde o dia 15 de agosto, além do transporte dos livros, mantêm-se as vantagens do livro digital Daisy, que possibilita a leitura dos conteúdos da mesma forma que um livro impresso: com inserção de marcações, anotações ou observações, consideradas intervenções facilitadoras para o público que busca conteúdos específicos, como consultas a dicionários, por exemplo.

“Este aplicativo é um passo muito importante para o público com deficiência, pois aumenta significativamente o acesso às bibliotecas virtuais, com acervo formado por títulos em vários idiomas e que, em breve, serão conectadas ao aplicativo, dando mais liberdade, facilidade e acesso à leitura”, explica Pedro Milliet, desenvolvedor do APP na Fundação Dorina. “Com a evolução do aplicativo, prevê-se a integração com displays braille, além da implementação da capacidade da leitura de arquivos em formato EPUB3”.

Serão disponibilizados cerca de dois mil títulos em português e não é necessário estar conectado à internet para ler os livros que forem adicionados à biblioteca pessoal do usuário. Quem utilizar o app do DDReader e for cadastrado na biblioteca online acessível BookShared – www.bookshare.org terá acesso a um acervo ainda maior, com mais de 9 mil títulos em outros idiomas. Vale lembrar que o Brasil tem 18 milhões de tablets em funcionamento, segundo a FGV – Fundação Getúlio Vargas, e o público com deficiência visual também está incluído digitalmente.

Instituições de outros países como o INCI – Instituto Nacional Para Ciegos, da Colômbia, e a Benetech/Bookshare.org, dos Estados Unidos, também deverão adotar o uso do app gratuito e em código aberto. A novidade ainda permite o acesso a bibliotecas virtuais via smartphones e tablets, devido à mobilidade em nuvem, desde que o usuário seja cadastrado em bibliotecas online que tenham acervo de livros em Daisy.

O aplicativo é um desenvolvimento da Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

Mais informações: www.fundacaodorina.org.br

Para incentivar leitura, ação 'espalha' livros por locais inusitados de Manaus



"Leve este livro para você". Esta é a mensagem deixada dentro de obras espalhadas por diversos pontos da capital amazonense a partir do sábado (30/08). Realizado por 15 jovens da Comunidade Global Shapers Manaus, o projeto consiste em deixar livros em locais diferentes, como em bancos de praça, restaurantes e ônibus, por exemplo, com um objetivo simples, mas de grande impacto: incentivar o hábito da leitura diária nos manauenses.

O projeto foi posto em prática pela primeira vez na tarde deste sábado (30), em um shopping da Zona Centro-Sul da cidade. Ao mesmo tempo em que passeava pelo centro de compras, o grupo deixou livros espalhados por diferentes locais. Quem visitar o banheiro, lojas ou decidir descansar em um banco, por exemplo, poderá 'ganhar' um livro. Ao todo, 30 obras da literatura nacional e estrangeira foram colocadas a disposição, de forma gratuita, para quem os quisesse ler.

O curador do Global Shapers Manaus, iniciativa do Fórum Econômico Mundial, Glauber Gomes, de 27 anos, explica o propósito da ação. "Nós queremos transformar a cidade, tornando os manauenses um pouco mais fãs de livros. Tudo começa pelo compartilhamento. Uma pessoa deixa um livro em qualquer lugar com um 'marca páginas' explicando o projeto, como se fosse uma dedicatória. A ideia é que essa pessoa também use o marca páginas para doar outro livro seu, se tornando um grande movimento", contou.

O marca página deixado dentro das obras convida o leitor a prosseguir com a corrente. "Este livro foi muito importante para alguém, que decidiu compartilhar com você, deixando-o aqui. Leve-o para casa, leia e assim que acabar, compartilhe-o também!", diz trecho da dedicatória. No verso, cada 'dono' do livro anota seu nome e a data em que deixou a obra em um lugar público.

Os idealizadores pensam agora em "viralizar" a brincadeira. "O bacana é encontrar lugares divertidos de compartilhar, como dentro de um táxi. Vai da criatividade de cada um", acrescentou Glauber. Para espalhar a ideia, o grupo sugere que os "presenteados" tirem fotos das obras deixadas em um local e as publiquem nas redes sociais com a hashtag "#leveestelivro". Quem quiser fazer parte do projeto poderá imprimir o marca páginas oficial da iniciativa disponível no Facebook do grupo.

Fonte: G1

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nova universidade nos EUA inaugura biblioteca sem livros em papel

Prédio principal da Universidade Politécnica da Flórida, em foto sem data; a nova biblioteca foi inaugurada sem livros em papel (Foto: Reuters/Divulgação/Universidade Politécnica da Flórica)

A Universidade Politécnica da Flórida, nos Estados Unidos, foi inaugurada na semana passada na cidade de Lakeland prometendo abordagens inovadoras no ensino e na pesquisa em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Uma dessas inovações é a biblioteca, que foi aberta neste mês com um acervo de 135 mil livros, mas nenhum deles impressos no papel. Todos estão em formato digital. A primeira aula da história da universidade aconteceu nesta segunda-feira (25).

"É uma decisão corajosa avançar sem livros", disse à agência de notícias Reuters Kathryn Miller, a diretoria de bibliotecas da nova instituição. A ideia por trás dessa decisão é refletir a priorização pela alta tecnologia que permeia toda a missão da "Florida Poly", como a universidade é chamada nos Estados Unidos.

Os 135 mil e-books podem ser acessados pelos estudantes pelo tablet ou notebook pessoais. O local, assim como o resto do campus, é equipado com internet sem fio. Além dos títulos já disponíveis, a instituição tem um orçamento de US$ 60 mil (cerca de R$ 140 mil) para comprar livros digitais por meio de softwares, para que os alunos possam lê-los uma vez gratuitamente. Com o segundo clique, a universidade compra o e-book. "Em vez de o bibliotecário colocar livros que eu acharia relevantes na estante, os estudantes é que estão escolhendo", disse Kathryn.

Nova função para bibliotecários

Já que não têm mais a função de carregar e guardar os livros físicos, os bibliotecários contratados pela universidade têm como principal tarefa orientar os leitores a aprender a gerenciar os materiais digitais.

A nova biblioteca, porém, não é 100% sem papel, segundo a Reuters. Alunos podem levar livros para estudar no local e emprestar livros em papel das outras 11 universidades estaduais da Flórida.

A Politécnica é a 12ª universidade mantida pelo governo do estado da Flórida e o prédio principal do campus foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

A construção levou 28 meses e, além da biblioteca digital, há um supercomputador e laboratórios de pesquisa para estudantes e professores.

Prédio principal da Universidade Politécnica da Flórida foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava (Foto: Reuters/Divulgação/Universidade Politécnica da Flórica)
Prédio principal da Universidade Politécnica da Flórida foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava (Foto: Reuters/Divulgação/Universidade Politécnica da Flórida)

sábado, 9 de agosto de 2014

Brasileiro tenta catalogar coleção que já tem milhões de vinis

O colecionador brasileiro de vinis Zero Freitas acumula milhões de discos e, após adquirir acervos em todo o mundo, contratou uma equipe para organizar o material. Nesta sexta-feira, ele foi destaque de uma reportagem no site da "New York Times Magazine", revista do jornal norte-americano.

Zero Freitas é identificado pelo jornal como um "magnata dos ônibus" de 62 anos, que guarda os discos em um galpão em São Paulo. Segundo a publicação, ele ficou rico com uma empresa de transporte privado em São Paulo.

Ele chamou atenção ao comprar acervos de lojas e outros colecionadores de todo o mundo. A reportagem do "New York Times" cita a coleção de três milhões de álbuns que o norte-americano Paul Mawhinney tentava vender há anos. O material foi comprado pelo brasileiro, assim como o da loja Colony Records e do colecionador Murray Gershenz, também dos EUA.

O empresário Zero Freitas evita chamar atenção para suas aquisições, segundo o jornal. Ao comprar todos os discos da antiga loja Modern Sound, no Rio, ele se identificou como um colecionador japonês, para que sua identidade não fosse divulgada.

Ele não sabe ao certo quantos milhões de discos já possui. O brasileiro contratou uma equipe de 12 estagiários que trabalham para organizar o acervo. A previsão é de que, com o número atual de discos, o trabalho só termine daqui a 20 anos, segundo o jornal. 

O colecionador diz que começou a guardar discos quando criança. Seu primeiro álbum foi um registro para crianças gravado por Roberto Carlos, em 1964. "Eu frequentei terapia por 40 anos para tentar explicar isso a mim mesmo", diz sobre a compulsão por comprar vinis.

Agentes contratados por ele nos EUA, México, Egito, África do Sul, Nigéria e outros países negociam compras de discos, que continuam a aumentar a coleção de Zero Freitas.

Ele planeja abrir ao público o galpão em São Paulo, em um espaço onde ouvintes possam consultar o acervo e levar cópias das gravações para casa. Zero Freitas negocia a digitalização de milhares de discos antigos brasileiros, diz o "New York Times".

Fonte: G1 SP