segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ebooks e o desenvolvimento de coleções

Por Gustavo Henn

Definitivamente, o maior impacto do ebook nas bibliotecas será sentido pelo desenvolvimento de coleções e tudo o que ele envolve: seleção, aquisição, desbaste, descarte, inventários, avaliação, e política de desenvolvimento.

O desenvolvimento de coleções foi moldado para o período de escassez de produtos de informação e de recursos para a aquisição. Porém, para um período de abundância informacional como o nosso e, consequentemente(?), de barateamento dessa informação, muitas de suas atividades ficam sem sentido. Talvez seja cedo para falar disso, mas precisamos começar a imaginar um futuro sem a preocupação com o desenvolvimento de coleções. Ou, talvez, com uma preocupação menor.

Seleção. selecionar livros é tarefa fundamental para qualquer bibliotecários. analisar todos os critérios possíveis e decidir comprar um livro em detrimento de outro, quantos exemplares, é uma das tarefas mais belas de uma biblioteca, pois isso é decidir que livro sua comunidade irá ler. Agora, imagine que no lugar de optar por um livro ou outro você possa ter os dois que você considera interessante para a biblioteca e vários outros menos interessantes(na sua opinião, é claro, não na do usuário). É isso o que a amazon permite com o seu aluguel de livros e que, mais cedo ou mais tarde, as editoras farão o mesmo. Para que selecionar se se pode ter tudo?

Aquisição. Adquirir significa dizer "é meu"". Nada mais explícito de um período de escassez. no entanto, ja há um tempo que os livros nao são mais vistos como produto e sim como serviço. Serviços são acessados. A tendência é que as bibliotecas adquiram cada vez mais o acesso a bases de dados de livros, algo bem parecido com o que ja ocorre com os periódicos.

Desbaste e descarte. são atividades especificamente para o acervo físico. São atividades que daqui a alguns anos serão peça de museu. no máximo, haverá uma descontinuidade de serviço. Mas ninguém irá entrar no acervo para avaliar se um livro deve ir para o lixo ou para a restauração.

Inventário. Errei acima. nada representa melhor a escassez do que o inventário. que é verificar se os livros adquiridos estão no acervo. Vejo bibliotecas investirem alto em equipamentos de segurança e RFID para inventário. Seria melhor investirem em ebooks. Pois terão que investir de qualquer forma.

Política de desenvolvimento de coleções. uma vez que o livro é um serviço, a política deverá incluir aspectos sobre quais serviços adquirir. Quais aspectos devem ser levados em conta. E também quais critérios norteiam os leitores de ebook.

E para você, como será?
P.s.: Essas ideias foram discutidas com a Professora Geysa Flávia da UFPB. A quem agradeço.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos

Entre os 260 mil documentos de interesse do Poder Legislativo, obras raras com mais de 300 anos fazem parte do acervo digital da Biblioteca do Senado.  O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, científica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos dos animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Da Coleção Digital de Obras Raras também constam revistas e manuscritos. A Revista Moderna, impressa em Paris a partir de 1897 é um dos destaques do acervo, com o que havia de mais avançado em jornalismo na época, primando por reportagens elaboradas e a cobertura dos acontecimentos mais marcantes.

Em breve serão incluídos outros títulos como o jornal ilustrado Don Quixote, uma publicação de sátira política, editada e ilustrada por Angelo Agostini, que circulou entre 1895 e 1903.

Ainda são poucos os manuscritos digitalizados, mas todos muito relevantes. Um deles é o autógrafo da Lei Áurea, pertencente ao Arquivo do Senado, sendo um dos documentos mais acessados. Outro bastante procurado é composto por versos de Machado de Assis, intitulado O Casamento do Diabo, que é acompanhado por uma versão digitada para ajudar na compreensão do texto.

Acesso

A Biblioteca do Senado oferece 916 obras raras e valiosas digitalizadas, dentro da coleção específica que possui 7.548 volumes. As obras foram restauradas e estão à disposição de qualquer pessoa conectada à Internet. A restauração e conservação do acervo permitiram a digitalização e facilitaram o acesso. Os arquivos digitais reproduzem fielmente todas as características das obras.

O processo de disponibilização desse material demanda tempo e exige diversos cuidados, como informa a bibliotecária Clara Bessa da Costa, do Serviço de Biblioteca Digital.

— Na etapa de seleção analisamos se as obras estão em condições de passar pelo processo de digitalização, que é realizada com todo o cuidado para que não haja nenhum dano ao material.  Depois os arquivos em alta resolução são conferidos e convertidos para PDF para facilitar  o download pelas pessoas que acessarem nosso acervo — explicou.

Em 2014, os arquivos da Biblioteca Digital do Senado foram visualizados mais de 2,2 milhões de vezes. As obras publicadas são de domínio público ou têm os direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando o download gratuito.

Pesquisa

Para pesquisar na Biblioteca Digital do Senado, basta acessar o portal e informar o nome do autor, título ou assunto procurados. A pesquisa avançada também permite selecionar a coleção (entre livros, legislação em texto e áudio, jornais e revistas, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e documentos diversos).

Clara Bessa da Costa explica que não é necessário nenhum tipo de cadastro.

— Porém, se o usuário quiser ficar atualizado com nossas novidades basta se cadastrar para receber um e-mail com o link dos novos itens incluídos na coleção que ele escolher.

A biblioteca pode ser acessada através da URL http://www2.senado.leg.br/bdsf/

Fonte: Agência do Senado

Prêmio Sesc abre inscrições

Iniciam na próxima segunda-feira (19) as inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura 2015. Pela primeira vez desde a criação do prêmio em 2003, o processo seletivo será inteiramente realizado via internet, desde o envio de informações pessoais até a obra propriamente dita. Outra novidade desta edição é que os vencedores serão anunciados em julho durante a 13ª edição da Festa Literária de Paraty (Flip). A cada ano, são selecionados dois autores inéditos nas categorias Conto e Romance. Cada vencedor assina contrato de publicação com a editora Record, que será responsável pela distribuição comercial das obras com tiragem inicial mínima de dois mil exemplares. 
O edital completo está disponível em www.sesc.com.br/premiosesc.

Fonte: PublishNews 

Acessibilidade na web

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