terça-feira, 29 de outubro de 2013

29 de outubro: 203 anos da Biblioteca Nacional

Hoje, 29 de outubro, é comemorado o aniversário da nossa Biblioteca Nacional. 
A data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814.
A Biblioteca Nacional do Brasil, é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina. 

Foto: Portal o Hoje.


Parabéns!!!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tipos de fornecedores de ebooks, na visão das bibliotecas

Escrito por Liliana Giusti Serra em outubro 21, 2013.
Existem diversos modelos de negócios para utilização de ebooks em bibliotecas. Como o mercado ainda está em busca de estabilidade, algumas formas são oferecidas, com um mesmo fornecedor podendo utilizar variadas possibilidades de comercialização. Os modelos existentes atualmente são aquisição perpétua (tema da coluna de setembro de 2013), assinatura, PDA / DDA ou patron / demand driven acquisition (aquisição direcionada pelo usuário / demanda), STL ou short term loan (aluguel por período curto), pay-per-view e auto publicação.
É importante identificar quem são os fornecedores de ebooks e o tipo de serviço que oferecem. Basicamente existem cinco tipos de fornecedores: os editores, os agregadores de conteúdo, os distribuidores, as lojas virtuais (varejo) e os próprios autores.

Editores
Os editores são os responsáveis pelas obras editadas. Podem realizar venda diretamente às bibliotecas ou oferecer suas obras a agregadores, distribuidores ou lojas virtuais. São empresas comerciais, profissionais do mercado do livro. Ao comprar diretamente de editores, a biblioteca elimina a figura do intermediário, podendo negociar melhores preços. Alguns editores, além de ebooks, podem oferecer conteúdo de periódicos, o que é interessante aos bibliotecários. Diversas universidades têm selos editoriais e algumas bibliotecas têm aderido a este movimento, permitindo a comercialização – e posterior uso, sem restrições de acesso – de títulos institucionais. Ao adquirir obras diretamente dos editores, as bibliotecas precisam firmar contrato com diversos fornecedores, cada um com suas condições de uso, o que exigirá gestão e controle por parte dos bibliotecários. Existem editores que se negam a vender diretamente para bibliotecas, tendo seus títulos disponíveis apenas através de agregadores e distribuidores. Ao adquirir de editores e, de acordo com o modelo de negócios contratado, os arquivos podem ficar com a biblioteca ou na nuvem, com controle do fornecedor e serão acessados somente através de plataformas proprietárias, que controlam o acesso através de DRM (Digital Rights Management).

Agregadores de conteúdo
Os agregadores de conteúdo são empresas que representam diversas editoras e oferecem praticamente todos os modelos de negócios existentes. Eles licenciam os conteúdos de diversos fornecedores e os disponibiliza através de sua própria plataforma. O tipo de acesso e os serviços oferecidos aos usuários são refletidos nos valores dos contratos. Ao negociar com um agregador a biblioteca vê-se lidando com um único fornecedor que proporciona acesso a obras de diversas editoras. Por ter grande quantidade de títulos, os preços costumam ser atraentes. Os agregadores normalmente dispõem de metadados para incluir os registros nos OPACs, além de possibilidade de integração com serviços de descoberta. Este ponto é muito importante quando a assinatura pode conter centenas de milhares de títulos. Se a biblioteca for cadastrar os ebooks manualmente – ou mesmo por importação através de fontes idôneas -, não terá terminado de cadastrar todos os registros quando finalizar o período assinado. Por outro lado, existem alguns desafios. Os agregadores não mantém contrato com todas as editoras, portanto pode ser necessário ter contrato com editores ou outros agregadores para oferecer determinados títulos. Por lidarem com grandes volumes de obras, o espaço para negociação de valores é limitado. Caso a biblioteca opte por realizar a aquisição perpétua de alguns títulos, o valor individual das obras pode ser mais elevado que o comparado com a compra através do editor. Os agregadores costumam fechar com as mesmas editoras, portanto é comum que obras iguais sejam oferecidas por fornecedores diferentes. Esta situação é identificada como obras concorrentes. Ao deparar-se com esta situação a biblioteca necessita ter um forte controle do uso que é feito dos ebooks assinados por agregador, para tomada de decisão no momento da renovação da assinatura, avaliando a quantidade de acessos simultâneos, preços para aquisição perpétua, possibilidade de impressão (total e/ou parcial) etc.

Distribuidores
Os distribuidores são semelhantes aos agregadores, com a diferença que a ferramenta de acesso utilizada é do editor, visto que eles não possuem plataforma proprietária. Os distribuidores são intermediários entre as bibliotecas e as editoras e também trabalham com os modelos de negócios existentes ao permitir realização de assinaturas, aquisição perpétua, PDA, STL etc. Da mesma forma que os agregadores, os distribuidores permitem que as bibliotecas tenham acesso a obras de diversas editoras através de um único contrato. Costumam ser mais flexíveis nas negociações e também oferecem grande quantidade de títulos. Os distribuidores, por outro lado, nem sempre conseguem oferecer acesso simultâneo das obras assinadas, limitando ao acesso monousuário. Alguns, em semelhança com algumas lojas virtuais, oferecem ferramenta para realização do empréstimo digital (e-lending). Normalmente os arquivos assinados ficam com o fornecedor na nuvem e para aquisição perpétua podem ser baixados aos servidores da biblioteca.

Lojas virtuais
As lojas virtuais podem ser fornecedoras para bibliotecas, porém as possibilidades de assinaturas são limitadas, priorizando a aquisição perpétua, com acesso monousuário aos ebooks. Normalmente realizam convênios com bibliotecas e permitem que seus usuários aluguem livros através de identificação e confirmação do vínculo do leitor com a biblioteca, em ferramentas de empréstimo digital. Esta possibilidade não é presente no Brasil, porém ocorre com frequência nos Estados Unidos, principalmente com a Amazon. Ao adquirir obras por lojas virtuais os arquivos são armazenados no servidor da biblioteca e não na nuvem. Se optar por empréstimo digital, o usuário faz o download da obra e terá acesso a ela por um período determinado. O uso de plataformas proprietárias é constante e, no caso da Amazon, possui, além dela, um formato exclusivo: os ebooks adquiridos desta loja são do formato AZW e apenas são acessados através do Kindle (qualquer geração) ou de aplicativos para tablets, tanto IOS quanto Android, além do DRM.

Autores
Os autores são outra possibilidade de fornecedor. O fenômeno da auto publicação tem sido bastante discutido, mas não está claro se pode ser considerado como um novo modelo de negócios. Se os autores oferecem suas obras para livrarias virtuais (com diversos autores brasileiros disponibilizando suas obras na Amazon), ou realizam a venda direta às bibliotecas, com a obra aderida ao Creative Commons, gratuita ou a preços baixos, não se pode assumir que este seja um novo modelo de negócios, visto que também podem utilizar o modelo do fornecedor onde o arquivo estiver hospedado, como agregadores, distribuidores ou lojas virtuais. Na auto publicação o autor passa a assumir o papel do editor, negociando suas obras diretamente aos interessados e recebendo remuneração maior se comparado com os valores praticados pelas editoras. Por outro lado, esta autonomia pode representar em perda de qualidade das obras, uma vez que não existe um editor participando do processo. Outro fator importante é a ausência de estrutura, com o próprio autor sendo o responsável pela divulgação de seu trabalho. Tampouco os autores têm clareza da importância de bons metadados para descrever a obra, fator este que se mostra determinante para a encontrabilidade de uma publicação e sua consequente aquisição. Apesar destas questões, a auto publicação tem crescido bastante no mercado. Às bibliotecas cabe o desafio de localizar estas obras – o que normalmente ocorre por indicação de usuários, professores ou dos próprios autores e incluí-las nos acervos. Quando a compra é realizada diretamente através dos autores, normalmente o arquivo é baixado em dispositivos de leitura ou nos servidores da biblioteca, com acesso monousuário.

Pontos importantes sobre o fornecimento de ebooks
É importante salientar que, independente do modelo, algumas questões devem ser identificadas ao contratar fornecedores de ebooks. O fato de trabalharem com plataformas proprietárias determina o uso que será realizado do ebook, quantidade de acessos contratada (monousuário, multiusuário ou ilimitado) e os serviços oferecidos aos usuários (impressão total ou parcial dos conteúdos).

Dependendo do modelo de negócios contratado, pode ocorrer alteração dos títulos adquiridos ou licenciados, com inclusão, atualização ou remoção de obras. Este fator pode ser positivo ou negativo, dependendo da biblioteca e das necessidades de informação de seus usuários.
Alguns fornecedores estão oferecendo metadados no formato MARC para que as bibliotecas possam incluir os registros em seus catálogos (OPACs – Online Public Access Catalogue), proporcionando aos leitores um único local de consulta, tanto de livros impressos quanto eletrônicos. Por outro lado nem sempre a qualidade dos metadados está alinhada com a política de descrição adotada pela instituição.

Não é interessante não incluir os ebooks assinados ao catálogo da biblioteca, visto que isso dificulta a localização dos títulos pelos usuários, além de obrigar que a pesquisa seja realizada em diversos ambientes. Caso a biblioteca opte por permitir a descoberta dos ebooks somente pela plataforma do fornecedor, os usuários podem desvincular os ebooks das bibliotecas, o que não é favorável, uma vez que desvincula os ebooks do acervo oferecido.
Como cada fornecedor tem a sua plataforma, caso a biblioteca opte por não centralizar a descoberta no OPAC, deve se preocupar em capacitar seu staff e da comunidade usuária na utilização de cada ferramenta, sempre lembrando que os critérios e refinamentos de busca são variados. Alguns fornecedores cobram taxas anuais para utilização da plataforma.

Nem todo o lançamento em formato digital é oferecido para comercialização às bibliotecas. Algumas obras passam por um período de “quarentena” (embargo) da versão digital garantindo venda da versão impressa. Nestes casos o livro digital é comercializado no varejo ao público geral, proporcionando garantia às editoras que este título alcance uma boa vendagem de exemplares antes de tornar-se disponível nos acervos.

As bibliotecas têm diversas opções de fornecedores e é importante saber o que cada um pode oferecer em termos de quantidade de títulos, tipo de acesso, plataforma utilizada, DRM, formato dos arquivos, metadados em MARC, integração com serviços de descoberta etc. Apesar de ainda não termos no Brasil uma quantidade expressiva de fornecedores, já podemos contar com alguns, tanto empresas internacionais oferecendo seus recursos, quanto brasileiras, impulsionando a oferta de títulos em português. Apesar de ainda não recorrente por aqui, nos Estados Unidos as bibliotecas, principalmente universitárias, estão enfrentando dificuldades por manterem contratos e adquirirem conteúdo digital de diversos fornecedores, exigindo que a biblioteca tenha um rigoroso controle de utilização dos recursos, orçamento e funcionalidades oferecidas, pois estes aspectos devem ser mensurados no momento de uma nova aquisição ou renovação. Estes novos desafios podem ser encarados como impulsionadores aos bibliotecários ao lidarem com rotinas de gestão, até então relegadas a segundo plano em detrimento das questões técnicas, inerentes da área. É um momento de mudança no papel do bibliotecário como um gestor de conteúdo, físico e/ou digital, e a oferta de serviços que suas unidades de informação proporcionam aos usuários da comunidade atendida.

O tempo destrói tudo… mas especialmente os artistas?

Por Eduardo Melo em outubro 21, 2013.

Primeiro foram os cantores brasileiros, que 40 anos atrás eram censurados, mas envelhereceram – e se tornaram eles próprios, censores. Agora é a vez de Mario Vargas Llosa mostrar que o tempo vai aprofundando seu conservadorismo. A vítima? O livro digital:

“O espírito crítico, que sempre foi algo que resultou das ideias contidas nos livros de papel, poderá se empobrecer extraordinariamente se as telas acabarem por enterrar os livros.”

“Estou convencido de que a literatura que se escreverá exclusivamente para as telas será uma literatura muito mais superficial, de puro entretenimento e conformista.”

É preciso fazer todo o possível para que o livro de papel não desapareça”, insistiu, destacando que “há uma problemática nova com a grande transformação que significa para o livro e para a cultura em geral o desenvolvimento de novas tecnologias e, sobre isso, há muita incerteza”.

Embora as agências internacionais estejam reproduzindo a fala dele esta semana, já faz um tempinho que Llosa levanta sua voz contra o livro digital – em 2010, ele já dizia basicamente a mesma coisa.

Só o tempo dirá quem tem razão.

Seja como for, o livro digital não irá empobrecer o espírito crítico – disso já se encarregam as revistas de fofocas, os programas sensacionalistas na televisão, as escolas mal-equipadas e sem professores… entre tantas outras coisas.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Desisti da Biblioteconomia

Lembro-me de um bibliotecário que desistiu da Biblioteconomia. Digo, um bibliotecário, já com certa experiência e relativo sucesso na carreira. Um belo dia, ele simplesmente desistiu de ser bibliotecário e foi seguir outra profissão. Estava infeliz. Foi ser feliz.

As pessoas entram na Biblioteconomia porque é fácil. O que é fácil normalmente não promete grandes compensações financeiras. Ninguém entra na Biblioteconomia pensando em ficar rico.

A Biblioteconomia é uma profissão de apaixonados. Quem entra e fica não se imagina fazendo qualquer outra coisa diferente do que faz, embora nunca tenha se imaginado fazendo o que faz antes de optar pelo curso de Biblioteconomia, simplesmente porque foi uma escolha fácil.

São muitos os relatos de “estou de saco cheio” das bibliotecas, bibliotecários e biblioteconomia, embora poucos se concretizem como uma efetiva separação da área. Mas esses casos de desistência da nossa profissão são reais. Na maior parte dos casos os bibliotecários largam as bibliotecas e vão trabalhar como vendedores de softwares ou com qualquer coisa relacionada à computação.

Salário é um motivo. Imagino que um vendedor da Elsevier ganhe mais do que alguém que trabalhe em uma biblioteca pública. Abrir uma consultoria dá trabalho, mas a pessoa certa, com a competência certa, pode se dar bem, construindo para si a flexibilidade no trabalho que normalmente não encontra em bibliotecas.

Desistentes reclamam que alguns salários pagos a bibliotecários são menores do que salários pagos a pessoas sem ensino superior. Um salário de R$ 3 mil pode parecer interessante para um bibliotecário de cidades pequenas ou do interior, mas não sustenta um bibliotecário e sua família em uma cidade como Rio ou São Paulo. Afinal, quatro anos de faculdade precisam se justificar.

A outra maneira de olhar para a desistência é que as pessoas que saem da profissão obviamente possuem habilidades relacionadas a outras áreas. Um arquiteto da informação é um arquiteto da informação, seja trabalhando em uma biblioteca ou em uma empresa de desenvolvimento web.

Mas ainda assim, em maior ou menor efeito, as empresas que contratam ex-bibliotecários costumam oferecer salários bastante similares ao que as bibliotecas oferecem para alguém com formação em Biblioteconomia.

A grande questão é: vale a pena tentar convencer as pessoas a não largar a Biblioteconomia? Acho que não.

De cara, pessoas frustradas vão continuar sendo pessoas frustradas. No caso das bibliotecas públicas, os salários baixos e a péssima estrutura de trabalho não vão melhorar no curto prazo. Se uma pessoa consegue desbravar melhores opções, bom pra ela. Espero sinceramente que seja feliz.

Claro que podemos nos perguntar: será que estamos perdendo talentos? Talvez sim, mas talento é o que não falta nos cursos de graduação. A cada ano, hordas de futuros bibliotecários aparecem e, dentre eles, muitos serão destaque. Cada vez mais pessoas interessantes leem sobre Biblioteconomia, sobre o mercado de trabalho, a oferta de concursos e decidem tentar a sorte na área.

Se essas pessoas desistirem da “Biblio” três anos depois de formadas, elas serão substituídas por outros jovens idealistas e, sobretudo, levarão alguma experiência da nossa área para as outras. É uma situação onde todos ganham.

E essas pessoas que desistem, elas amam as bibliotecas? Me parece que não. Algumas pessoas podem realmente gostar do conceito da biblioteca, da função social da profissão, até mesmo ser usuários de bibliotecas, mas tudo isso é bem diferente de trabalhar em uma biblioteca.

Porém, se elas são realmente apaixonadas por bibliotecas, elas tem a opção de não desistir e buscar algum trabalho relacionado à bibliotecas que lhes agrade. A gama de atividades é imensa e pessoas competentes com experiência tem grande chance de conseguir esses trabalhos.

Se as pessoas querem desistir da profissão, não faz muita diferença. A verdade é que existe uma longa lista de espera de outras pessoas que irão substituí-las. Em geral, muito mais pessoas estão buscando trabalho em bibliotecas do que pessoas desistindo desses trabalhos.

Publicado em 18 out, 2013 | por Moreno Barros [tradução adaptada de Leaving the profession]. Disponível na Revista Biblioo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Biblioteca Central da UFPB na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Programação

22/10/2013

Horário: 10:00 - 12:00
Título da Atividade
Acessibilidade Digital
Nome do Palestrante
Fabiana Lazarin, Josenildo Costa
Público Alvo
Público Geral
Detalhamento da Atividade
Uso de leitores de tela para usuários com deficiência visual.

Horário: 14:00 - 17:00
Título da Atividade
Apresentação da Biblioteca Virtual Paul Outlet
Nome do Palestrante
Sanderli José da Silva Segundo
Público Alvo
Público Geral
Detalhamento da Atividade
Apresentação da Biblioteca Virtual Paul Outlet.

23/10/2013

Horário: 9:00 - 10:30
Título da Atividade
Iridologia Ciência e Arte
Nome do Palestrante
Henrique Teixeira Alves
Público Alvo
Público Acadêmico
Detalhamento da Atividade
Diagnósticos de saúde através da íris ocular.

Horário: 13:30 - 15:00
Título da Atividade
Realidade Virtual na reabilitação funcional: conceitos e aplicações
Nome do Palestrante
Gessika Araújo de Melo
Público Alvo
Público Geral
Detalhamento da Atividade
Reabilitação funcional neurológica através do console Xbox, utilizando a ferramenta Knect Sports.

Horário: 15:00 - 17:00
Título da Atividade
Treinamento Portal de Periódicos da Capes
Nome do Palestrante
Mônica Paiva
Público Alvo
Público Acadêmico
Detalhamento da Atividade
Treinamento sobre o Portal de Periódicos da Capes

SNBU 2014




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O poder dos livros

Por Galeno Amorim

O dito popular que apregoa que a sorte nunca bate duas vezes na mesma porta definitivamente não vale para o caso do Brasil e as novas janelas que se abrem para a internacionalização da sua literatura e dos seus autores. Quase 20 anos após ser homenageado pela primeira vez pela tradicional Feira do Livro de Frankfurt, maior vitrine do mercado mundial de livros, o país está de volta na condição de maior principal destaque do evento, que reúne 300 mil visitantes de 111 nações.

Trata-se de oportunidade imperdível para o Brasil e sua literatura, que, em função do protagonismo que o país vive de tempos para cá no cenário internacional, tem atraído o interesse dos leitores planeta afora. Afinal, têm os livros um poder extraordinário para mostrar e impregnar — mais até que o cinema — nosso modo de ser e visão de mundo. É a forma inteligente e pacífica de estreitar relações com os povos, in-tercambiar nossa vasta diversidade cultural e mesmo abrir caminhos para novas relações políticas e comerciais.

O Estado e suas instituições têm o dever de olhar com atenção e respeito e não permitir
que a oportunidade seja desperdiçada. Antes do Brasil, um único país — a índia, outro dos Brics — tivera a honra de ser lembrado mais de uma vez no maior centro de negociação de direitos autorais do mundo. Muito do que se lerá nos próximos anos no mundo vai sair de uma das mesas de negócio de Frankfurt.

Editoras brasileiras sempre foram à Alemanha com o propósito de adquirir títulos para ser publicados aqui. Em função de barreiras da língua e do desconhecimento de nossa literatura, vender lá fora nunca foi tarefa fácil. Sem dizer que, na sua conta, prejudicava o tempo de ir às compras, de onde vêm de fato suas receitas.

Mas este cenário está mudando. Não são poucos os agentes literários e editores atrás de autores clássicos (de Machado de Assis a Jorge Amado), contemporâneos e jovens sequer conhecidos em sua pátria. Nas palavras de uma agente alemã, a temporada é de flerte e noivado a fim de relações duradouras.

A venda de direitos de autores brasileiros triplicou a partir de 2010 e o programa de tradução da Biblioteca Nacional, recriado em 2011, evoluiu dez vezes em comparação com a média dos anos 1990. O Ministério da Cultura anunciou investimentos de R$ 70 milhões em programas de tradução e eventos internacionais até 2020. No ano passado, o país foi destaque na Feira de Bogotá; em 2014, será em Bolonha, a maior do ramo infantil e juvenil; e, então, Paris, Londres e Nova York. É o que a ministra Marta Suplicy chama de soft power brasileiro.

Era essa a ideia da presidente Dilma Rousseff ao criar, em 2012, o Centro Internacional do Livro para ser o artífice deste grande momento da literatura brasileira. Mas é bom ficar de olho e tirar lições de 1994, quando, encerradas as homenagens, o Brasil tirou o pé do acelerador, deu as costas ao mundo dos livros e voltou, equivocadamente, para seu casulo. Que agora os tempos sejam outros!

Galeno Amorim é diretor do Observatório do Livro e da Leitura e foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional e do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc/Unesco).


Publicado originalmente no jornal O Globo - 11/10/2013

Biblioteca de Alexandria acabou por falta de verba, dizem historiadores

A Biblioteca de Alexandria nasceu em 283 a.C. Famosa nas aulas de história como aquela que foi queimada e, junto com o fogo, teve manuscritos de valor inestimável já no mundo antigo (imagina hoje!) destruídos, ela ficava em Alexandria, cidade helênica fundada no Egito por Alexandre, o Grande. O imperador seguinte ele, Sotero Ptolomeu II, quis construir um museu de estilo grego que atraísse estudiosos do mundo todo. Daí surgiu a Ptolemaic Mouseion Academy, o nome oficial da Antiga Biblioteca de Alexandria.

Não se fala, no entanto, que historiadores têm uma versão diferente sobre a decadência da Biblioteca e seu fim. De acordo com o historiador Heather Phillips, a responsabilidade da destruição da biblioteca não pode recair completamente sobre Amr ibn al-As, então governador geral do Egito, que a teria queimado em 642. Para Phillips, o declínio da Biblioteca de Alexandria foi gradual e se deveu a algo que, infelizmente, a gente conhece bem: um corte de gastos públicos.

"Embora pareça adequado que a destruição de uma instituição tão mítica quanto a Grande Biblioteca de Alexandria necessitasse de uma explicação que envolvesse um evento cataclísmico... na realidade, as fortunas da Grande Biblioteca encolheram e desapareceram junto com as de Alexandria. Muito de seu declínio foi gradual, burocrático e, comparando com nossa imaginação cultural, nada grandioso", escreveu Philips.

Segundo o historiador, o imperador romano Marco Aurélio Antônio suspendeu a verba da Biblioteca, por exemplo, abolindo bolsas para membros e expulsando todos os acadêmicos estrangeiros. Ele também diz que perseguições e ações militares podem ter danificado a estrutura da biblioteca. "Que instituição poderia esperar continuar atraindo acadêmicos importantes em uma cidade que era constantemente uma arena de batalha?", questiona.

Outro historiador, Luciano Canfora, acredita que quando a Biblioteca foi queimada, restavam pouco mais do que ruínas - não só na estrutura, mas também no acervo. Àquela altura, diz Canfora em seu livro The Vanished Library, só restavam escritos cristãos primitivos, atos municipais (como o Diário Oficial) e literatura sagrada e geral.

Depois de tantas invasões e falta de recursos pra manter a biblioteca, ela não abrigava mais uma grande coleção e nem era referência para acadêmicos. O acervo restante foi literalmente queimado - os pergaminhos foram usados como combustível nos fornos que mantinham quentes os banhos termais da cidade, de acordo com Canfora. Demorou seis meses para que todo o material fosse queimado e só os livros de Aristóteles foram poupados.

4ª FLIBO - Feira Literária de Boqueirão

A Paraíba na Feira Literária de Frankfurt - Alemanha - 2013


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O livro de papel parece ter mais futuro hoje do que ontem

Livraria El Ateneo
El Ateneo, em Buenos Aires: as livrarias não devem morrer.

São Paulo - Em tese, a pequena livraria da americana Keebe Fitch, a McIntyre’s Books, em Pittsboro, na Carolina do Norte, já deveria ter fechado as portas. Keebe viu o avanço das grandes redes, como Barnes & Noble, nos anos 90. Testemunhou também a explosão das vendas pela internet, sobretudo o fenômeno varejista Amazon, nos anos 2000.

E, mais recentemente, foi a vez de os e-books mudarem novamente o mercado livreiro nos Estados Unidos. Mas a loja de Keebe, herdada de seus pais e há 25 anos no mercado, vai muito bem: a expectativa é faturar 10% mais em 2013. E a McIntyre’s Books é tudo, menos um caso isolado. 

As vendas das chamadas livrarias alternativas nos Estados Unidos aumentaram 8% em 2012. O número de lojas também voltou a crescer. “Oferecemos uma série de serviços que enriquecem a experiência do cliente na livraria. Caso contrário, ele compraria online”, diz Keebe.

Em seu cardápio estão encontros com escritores e discussões entre leitores com interesses comuns. O curioso é que, até há pouco tempo, a morte do livro em papel era dada como certa — e, consequentemente, das livrarias. Sim, vendem-se menos livros em papel hoje do que em 2007 nos Estados Unidos, ano do lançamento do Kindle, o leitor eletrônico da Amazon. O futuro, porém, não parece ser de uma onipresença eletrônica. 

Depois de um início espetacular, o crescimento da venda de e-books nos Estados Unidos, mercado considerado um laboratório das experiências digitais, perdeu fôlego. De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, as vendas de e-books devem crescer 36% em 2013, mas apenas 9% em 2017 — embora sobre uma base obviamente maior.

“Não há mais fôlego para o e-book crescer como antes”, diz o consultor Mike Shatzkin, um dos maiores especialistas em mercado editorial digital. Não é que o consumidor vá perder o interesse, pelo contrário.

No mundo, a venda de e-books deverá movimentar 23 bilhões de dólares em quatro anos. Ainda assim, de cada dez livros vendidos em 2017, apenas dois serão eletrônicos, segundo as previsões mais respeitadas.

 Não faz muito tempo, acreditava-se que a indústria do livro sofreria o mesmo destino da indústria fonográfica. O surgimento do MP3 abalou o mercado de CDs e, consequentemente, as grandes lojas de discos. O mercado de livros, no entanto, tem se comportado de maneira diferente.

Quase metade dos livros é comercializada pela internet nos Estados Unidos. Mas apenas 23% dos americanos leem livros eletrônicos. Ou seja, a experiência da leitura digital não acompanhou na mesma velocidade o hábito de comprar livros pela internet. 

Um levantamento do instituto de pesquisas Pew Research com 3 000 leitores mostra que o livro digital leva vantagem frente ao papel em algumas situações. No caso de viagens, a maioria prefere os e-books. Quando se trata de leitura para crianças, 80% preferem as edições físicas.

Essas evidências frustraram quem contava com um futuro 100% digital. A rede de livrarias americana Barnes & Noble apostou suas fichas no Nook, leitor eletrônico lançado em 2011. A venda do aparelho e de títulos digitais, porém, tem sido uma decepção. As sucessivas quedas de venda custaram o emprego de William Lynch, que até julho presidia a empresa. Especula-se que a Microsoft esteja negociando a compra do Nook.

A previsão mais aceita atualmente é de que haverá uma convivência entre e-books e papel. “A participação do livro digital deve alcançar no máximo 40% do total de vendas”, diz Wayne White, vice-presidente da canadense Kobo, fabricante de leitores eletrônicos, com 14 milhões de usuários no mundo.

Hoje, nos Estados Unidos, a fatia dos e-books na receita do setor é de 22% — no Brasil, é de 1,6%. “O livro digital será parte do negócio, não todo ele”, diz Sergio Herz, dono da Livraria Cultura, na qual os e-books representam 3,7% das vendas. É provável que não tenhamos de explicar a nossos netos o que são livros de papel — nem o prazer que temos ao lê-los.


Fonte: Exame.com



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Projeto Bibliosolidários!

Pedimos a colaboração de vocês seja pessoa física/jurídica, para doar livros e brinquedos para o projeto Bibliosolidário. O referido projeto é uma iniciativa de diversos bibliotecários da cidade de João Pessoa, que se uniram em prol de arrecadar brinquedos e livros infantis para a ONG “Donos do Amanhã”, que cuida de crianças em tratamento contra o câncer.

A arrecadação vai até o dia 26 de outubro e o evento deverá ocorrer no dia 29 do mesmo mês.

Locais para deixar brinquedos e livros infantis:

- > Biblioteca da Reitoria do IFPB –Av. Almirante Barroso, 1077, Centro.

- > Biblioteca Nilo Peçanha do Campus João Pessoa – Av. Primeiro de Maio, 720, Jaguaribe.

Contatos dos bibliotecários e documentalistas que fazem parte do Projeto Bibliosolidários, para quem quiser ajudar ou se engajar na iniciativa:

Juliana Paiva (Reitoria - IFPB) 8812-7713/ 9983-3295
Thiago Silva (Campus João Pessoa - IFPB) - 8752-2700
Jacqueline Rimá (UFPB) – 8845 6887
Vanessa Alves (TV Paraíba) – 8821 6563 / 9649 2424
Tárcio Aranha (Detran) – 8866 8757
Márcio Bezerra (Prof UNB) 9444-8074
Breno Eduardo (Laureano) 8740-6889 


Contribua você também!!!!

Biblioabraços!!!!

Câmara Municipal de João Pessoa tem Sessão especial que discute temas relacionados ao segmento literário de JP

Uma sessão especial foi realizada na tarde desta quarta-feira (9), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), com a finalidade de debater questões relativas às bibliotecas, aos profissionais bibliotecários e outros assuntos relacionados ao segmento literário na Capital paraibana. A propositura foi do vereador Zezinho Botafogo (PSB).

O parlamentar revelou que o incentivo à leitura também é uma de suas principais bandeiras de mandato, buscando recursos e dialogando frequentemente com profissionais e representantes da área para realizar ações em prol do segmento e transformar João Pessoa em uma cidade leitora.

Zezinho Botafogo lembrou diversas leis municipais em vigor que foram fruto de sua atuação parlamentar, a exemplo da Lei nº 10.952/2007, que institui o Programa Municipal de Apoio à Implantação de Bibliotecas, objetivando criar novas bibliotecas no município de João Pessoa, equipar as já existentes, facilitar o acesso da população a livros didáticos, de pesquisa e literatura e, desse modo, incentivar a leitura.

Ele também foi autor da Lei nº 11.898/2010, que trata sobre o depósito legal de publicações na Biblioteca Pública Municipal de João Pessoa, assegurando o registro e a guarda da produção intelectual local, bem como o controle, a elaboração e a divulgação da bibliografia pessoense corrente, além da preservação da língua e cultura nacionais.

O vereador disse que a carência de bibliotecas no município é muito grande, sendo necessária não apenas uma Biblioteca Central, mas um Sistema Municipal de Bibliotecas com 14 unidades distribuídas nos bairros de João Pessoa. No primeiro semestre do ano, Zezinho Botafogo indicou ao prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PT), que elabore um projeto de implementação da rede integrada de bibliotecas na Capital.

“Vejo que é de extrema importância construirmos esse sistema, pois tal ação fará com que a população tenha acesso à leitura no seu próprio bairro ou bem próximo dele”, avaliou.

Município necessita realizar concurso público para bibliotecários

Zezinho Botafogo ainda cobrou da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) a realização de concurso público para bibliotecários, haja vista que existe a previsão desses profissionais no quadro de pessoal municipal. Ele disse que já solicitou aos setores competentes a inclusão de vagas no próximo certame para a Secretaria Municipal de Educação.

O vereador Raoni Mendes (PDT), que secretariou os trabalhos na sessão, concordou que a figura desses profissionais deve ser valorizada com vagas em concursos públicos municipais. “Para cuidar bem das bibliotecas, é necessário destinar espaço também para os profissionais bibliotecários”, enfatizou.

Já a vice-coordenadora do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Alba Lígia, disse que o concurso para ingresso de bibliotecários é fundamental para aumentar a atuação desses profissionais, mas também que existem outras preocupações. “A questão não é apenas criar bibliotecas, mas dar infraestrutura, segurança e condições de trabalho para os profissionais. Também precisamos colocar nossos alunos em campo para que, posteriormente, eles estejam no mercado de trabalho”, argumentou.

O vereador Zezinho Botafogo disse que vai solicitar uma audiência para conversar diretamente com o Executivo Municipal e apresentar, junto com representantes da área, as reivindicações elencadas durante a sessão especial.

Também participaram do debate na CMJP a professora Jemima Marques, do Departamento de Ciência da Informação da UFPB; o presidente da Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba, Marcos Paulo; a vice-presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Lucinéia Maia; o presidente da Academia Paraibana de Letras, Damião Ramos Cavalcanti; e o representante da Secretaria de Cultura do Estado, José Otávio.


Por: Érika Bruna Agripino, fonte: Câmara Municipal de João Pessoa

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

EM CURSO A BIENAL

Bienal 2013



A BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO está em curso, no Centro de convenções, Olinda, desde o dia 4 e se estenderá até o dia 13 deste. Apesar das dificuldades para que essa versão fosse posta em prática, alguns problemas rolaram nas águas imersíveis do lago. Entre mortos e feridos, talvez tenham se salvado todos. Isso foi transmitido pela responsabilidade do time em campo, sob a custódia dos organizadores que seguram a onda dentro dos princípios básicos da ética profissional, para que permaneça o caráter inicial e crescente das Bienais subsequentes.

A quebra de paradigmas (com raríssimas aparições de Academicistas Ilustrados) vem dando uma nova embalagem ao Evento, no momento em que desmistifica a figura distante do escritor isolado nas Academias, ou com seus diplomas enferrujados nas gavetas. A inclusão da literatura poética, ao homenagear João Batista de Siqueira, o Cancão, fenômeno poético de São José do Egito, Pajeú pernambucano. A presença de artistas da estirpe de Maciel Melo, o homem que colocou poesia nas letras de forró, para todo o Brasil. A Roda de Glosa (com o poder da palavra improvisada, sem o uso da viola). O livro O FIDALGO E O CAÇADOR, e outros poemas, do nosso mestre Chico Pedrosa, publicado pela Editora IMEPH, Fortaleza. O debate sobre Cultura Popular, promovido pela UPE, com o decisivo apoio e competência do Professor Alexandre Furtado, do Professor, poeta e especialista no assunto, Josivaldo, Ésio Rafael e a “Professora, doutora, escritora, crítica literária, especialista em literatura de cordel”, Clarissa Loureiro.

Tudo isso faz com que a BIENAL se transforme em um agente agregador das diferentes culturas, onde cada cidadão possa mostrar sem pesadelo seus traços culturais carimbados e comandados por diversos Brasis cheios de rituais, ritmos cadência, e charme. Na mesma rima a exposição das caras das pessoas que estão pondo métrica na BIENAL, propiciando um clima leve, um ambiente agradável, onde os transeuntes se sentem livres e mais próximos aos escritores. Esses fatos vêm diferenciando a BIENAL DO LIVRO aqui em Recife, de outras que ocorrem no Brasil.

Pena que os Professores das redes oficiais de Ensino de Pernambuco não tenham participado esse ano, justo que o governo cortou o bônus a eles destinado, retirando a oportunidade do poder de compras e manipulação de livros, com as suas próprias mãos em cada stand, ou praça de alimentação, deliciosamente, curtindo um bem imaterial de grande valor acima de qualquer suspeita.
Apesar da queda de visitantes, compradores e simpatizantes, na medida em que quebra uma corrente que vinha dando certo, destacando Pernambuco, o objetivo maior está sendo tocado pra frente, graças ao empenho, a sensibilidade de seus organizadores, no sentido de que essa manifestação literária do Estado, permaneça por muito tempo, nas margens da lembrança de todos os pernambucanos ligados à literatura poética.

Vida longa à BIENAL. Que se encontre uma fórmula de fundir escritores, poetas, artistas, músicos, das mais variadas fontes da sociedade, abrindo portas para o possível e para corações e mentes.
Vida longa para a BIENAL, longe da força do poder autoritário. Vida longa para a BIENAL que une força do bem, que procura fundir os pensamentos mais adversos, sem distinções de dentro, ou de fora das Academias. Fora os arrebitados narizes, mas fora também a apologia ao voto de pobreza, ao populismo chula, ao “complexo de vira lata”.

Vida longa à BIENAL, da harmonia, do entendimento, da celebração da beleza, dentro de um ambiente propício à inteligência humana! Né véi?

Publicado por Luiz Berto em INDEZ - Ésio Rafael