sábado, 31 de março de 2012

LEI QUE OBRIGA BIBLIOTECÁRIO EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO É APROVADA NA CMJP

O mercado de trabalho para o cargo de bibliotecário, na prática, só existe mesmo no âmbito federal. Pensando nisso o vereador Raoni Mendes(PDT) conseguiu aprovar esta semana na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), o projeto indicativo que torna obrigatório a presença do profissional Bibliotecário na rede municipal de ensino.
De acordo com o parlamentar, é preciso definitivamente reconhecer a necessidade de ter à frente da biblioteca escolar um profissional habilitado a coordenar os seus auxiliares. “Precisamos quebrar a praxe de que a biblioteca é só uma sala para leitura. É também um espaço para pesquisa e aprofundamentos didáticos. Daí a importância de um profissional formado em bibliteconomia, para que o mesmo possa contribuir no melhor desempenho do processo ensino-aprendizagem”, disse.

No projeto de Raoni, o Bibliotecário terá como função o planejamento, a gestão da biblioteca escolar e a responsabilidade pelos programas de incentivo à leitura, com o auxílio de outros profissionais.

O projeto de lei segue agora para apreciação do executivo, e uma vez sancionado, deve ser implementado no prazo máximo de dois anos.

O vereador constatou que apesar de existir inúmeras ações no sentido de desenvolver a biblioteca escolar como um centro de aprendizagem como, por exemplo, o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), que encaminha livros às escolas da rede pública, ou o recente Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), no entanto, muita coisa precisa ser feita para que este espaço educativo seja, de fato, explorado em toda sua potencialidade.

Não significa dizer que o trabalho dos outros profissionais que atuam nas bibliotecas escolares tenha pouco valor, pelo contrário. Apenas afirmamos que a presença do profissional Bibliotecário nas escolas é indispensável”, reforça Raoni.   

sexta-feira, 30 de março de 2012

Nelson Mandela


Arquivo Nelson Mandela Digital: O arquivo de Nelson Mandela foi digitalizado e está agora disponível para leitura online. 
O arquivo tem os documentos organizados de maneira cronológica e temática. 
Consulte através do Link:   http://archives.nelsonmandela.org/#!exhibit:exhibitId=AQwxEAUi




quinta-feira, 29 de março de 2012

Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano


O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. É o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada ontem (28) pelo Instituto Pró-Livro. O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de cinco mil pessoas em 315 municípios.

Em 2008, o instituto divulgou pesquisa semelhante que apontava a leitura média de 4,7 livros por ano. Entretanto, a entidade não considera que houve uma queda no índice de leitura dos brasileiros, já que a metodologia da pesquisa sofreu pequenas alterações para torná-la mais precisa.

De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%).

Ao perguntar para os entrevistados quantos livros foram lidos nos últimos três meses, período considerado pelo estudo como de mais fácil para lembrança, a média de exemplares foi 1,85. Desse total, 1,05 exemplar foi escolhido por iniciativa própria e 0,81 indicados pela escola.

Entre os estudantes, a média de livros lidos passa para 3,41 exemplares nos últimos três meses. Os alunos leem 1,2 livro por iniciativa própria, divididos entre literatura (0,47), Bíblia (0,15), livros religiosos (0,11) e outros gêneros (0,47).

De acordo com o estudo, a Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.

Zonas urbanas - A pesquisa mostrou também que o maior percentual de leitores na população está entre os jovens. A renda familiar, o lugar onde se vive e a escolaridade também são fatores que influenciam o gosto pela leitura. "Os leitores do Brasil são pessoas que têm acesso a bibliotecas, a livros diversificados, que não são aqueles os comprados ou oferecidos pelas escolas. [Os leitores] são aqueles que têm incentivo dentro de casa, dos pais e dos familiares", disse a presidenta do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.

Dos 5 anos de idade até os 24, o índice de leitores verificado na pesquisa é sempre superior ao de não leitores. Na faixa etária de 14 a 17 anos, por exemplo, estão 14% do total de leitores e apenas 5% dos considerados não leitores. O quadro muda à medida que avança a idade: no grupo entre 50 e 69 anos, por exemplo, encontram-se 23% dos não leitores e apenas 12% da população que lê.

A zona rural concentra 66% do total de não leitores no País e as capitais, 22%. A renda também é fator determinante no hábito da leitura. Na classe A, os entrevistados responderam ter lido, em média, 3,6 livros nos últimos meses. Na classe C, o índice foi 1,79 e na D/E , 0,99.

Entretanto, o preço do livro não é apontado como um fator que dificulta a leitura. Entre as principais razões apontadas por aqueles que não leram nenhum exemplar nos últimos três meses, a principal é a falta de tempo, citada por 53%, seguida pelo desinteresse, admitido por 30%. Apenas 4% dizem que não leem porque o livro é caro e 6% porque não têm bibliotecas perto de casa.

"Às vezes, questionamos se o livro é caro, mas isso não aparece como fator de impedimento na pesquisa. Percebemos que é falta de conhecimento do prazer da leitura mesmo. Quando a pessoa diz que não tem tempo para ler, na verdade, ela tem tempo para outras coisas, como ver televisão", afirmou Karine.

(Agência Brasil)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Biblioteca de Livros Digital Infantil

Biblioteca de Livros Digital Infantil.


Uma criação belíssima e atrativa. Onde você pode ler e também escutar as histórias.

http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/bibliotecadigital/index.php


Diretrizes da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA)

A Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), que dentre os organismos internacionais dedicados à nossa área é o mais importante. Fundada em Edimbrugo, na Escócia, em 1927, possui como membros associações, bibliotecas, instituições de pesquisa e ensino em mais de 150 países e parceria com instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a International Organization for Standardization (ISSO).
A IFLA está dividida por seções e grupos de interesse, de acordo com temática em foco, e muitas delas possuem blogs e fórum para discussão. As novidades da IFLA também podem ser acompanhadas pelas redes sociais, como facebook, linkedin e twitter e outras. Publica trimestralmente periódico IFLA JOURNAL, que permite acesso on line.

Publicações importantes

Em 2002 a IFLA publicou documento Manifesto da IFLA sobre a Internet, onde especifica que as bibliotecas devem ter uma política definida sobre a utilização da Internet e acentua o papel dos bibliotecários em promover e facilitar o acesso responsável à informação em rede de qualidade aos usuários. “É a base da democracia e está na essência do servi­ço bibliotecário”, informa o documento.
Visando complementar o referido documento, em 2007, foi publicada a declaração Internet and Children’s Library Services, tendo por base a Convenção dos Direitos da Criança, no princípio que as crianças devem ter liberdade de procurar, receber e transmitir informações e ideias de toda índole, especialmente aquelas que visam à promoção da sua saúde social, espiritual e moral do bem-estar físico e mental.
Para tanto, a declaração estabelece que as bibliotecas não devem usar a filtragem de Internet e sim ter uma política clara sobre o uso da web por crianças e jovens e esta deve ser comunicada aos pais e responsáveis. Isto não significa liberdade irrestrita, pois a biblioteca deve orientar e preparar seus usuários sobre o uso responsável da internet, trabalhando a educação para a mídia e atuar como mediador da informação, notadamente para as crianças. E ainda, conduzir-las para a navegação em torno da literatura.
Elaborado por Ivan Chew e publicado pela IFLA, em dezembro de 2008, o documento Web 2.0 and Library Services for Young Adults: an Introduction for librarians é dirigido para bibliotecários e tem o objetivo de fazê-los entender e decidir a melhor abordagem na utilização das mídias sociais como parte de seus serviços para jovens. O documento aborda sobre blogs, twitters, comunicação online, propriedade intelectual, redes sociais, edição de documentos, fotos e vídeos, podcasts, RSS, social bookmarking, wikis, mundos e personagens virtuais e, como incentivo, cita exemplos de bibliotecas que já usam esses serviços.
A Seção Information Literacy publicou, em 2006, o trabalho de Jesus Lau, titulado Guidelines on Information Literacy for Lifelong Learning, que fornece um quadro pragmático para bibliotecários interessados ​​em iniciar um programa de literacia da informação dos usuários. Em 2007, de autoria de Forest Woody Horton, Jr e em parceria com a UNESCO, publicou Understanding Information Literacy: A Primer, projetado para formuladores de políticas públicas, executivos, administradores e sociedade civil, com explicações básicas sobre a literacia informacional.
O IFLA/UNESCO Manifesto for Digital Libraries foi publicado no ano passado e visa incentivar programas para serviços digitais em bibliotecas, como novos canais para acesso ao universo de conhecimento e informação, conectando culturas sem fronteiras geográficas e sociais.
Considera-se que os documentos publicados pela IFLA são de vanguarda e adequados para impulsionar os bibliotecários para o uso da internet e das ferramentas sociais da web 2.0 na promoção de novos serviços a seus usuários.

Por Cassia Furtado. Fonte: http://biblioo.com.br/bibliotecas-vs-tics/

domingo, 11 de março de 2012

Guia de carreiras: biblioteconomia


Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.
'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo.
      Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8).
      “Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
      Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
      O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.

      Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
      Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
      Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
       Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). 


Fonte:http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html


Biblioteca científica digital brasileira torna-se referência mundial


O conhecimento sem fronteiras. Essa é a ideia que move o desenvolvimento de bibliotecas internacionais de acesso múltiplo e gratuito. E o Brasil é referência no assunto com o Programa SciELO que, em 2012, conquistou pela segunda vez o primeiro lugar entre os 60 maiores portais abertos de informação científica do mundo no Ranking Web of World Repositories (Webometrics), elaborado pelo Laboratório Cybermetrics do Conselho Superior de Pesquisa Científica (CSIC) da Espanha.
A coleção brasileira é líder de uma rede presente em 16 países, como Chile, Cuba, Argentina, México. Outras 12 coleções SciELO também foram destacadas. "A rede SciELO é atualmente o principal programa de publicação de periódicos de qualidade do mundo em desenvolvimento e um dos mais importantes de acesso aberto globalmente", conta Abel Packer, coordenador operacional do programa.

Mais sobre o Scielo:
O SciELO Brasil nasceu com o objetivo de melhorar a qualidade dos periódicos nacionais por meio da publicação online e a medição do desempenho ou impacto, maximizando a visibilidade, acessibilidade e o uso da pesquisa científica brasileira. O projeto piloto começou em 1997 com apenas 10 periódicos e, atualmente, tem 240 publicações indexadas. O programa fechou 2011 com uma média diária de 1,2 milhão de downloads e 36 milhões de artigos baixados por mês de forma gratuita.

"Para promover a presença ubíqua na web, adotamos o acesso aberto. Foi uma decisão pioneira. O acesso aberto como metodologia e movimento de publicação científica não havia se consolidado ainda", lembra Packer. Entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), os periódicos brasileiros perdem somente para os da China em desempenho medido pelo fator de impacto.
A biblioteca eletrônica foi desenvolvida pela Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (BIREME/OPAS/OMS). "Fazer boa ciência inclui a capacidade de publicar periódicos de qualidade que, integrados no fluxo internacional de informação científica, viabilizem também a comunicação de pesquisas de qualidade de interesse local. Nesse sentido, o SciELO é multilíngue e contribui para equacionar a publicação nos idiomas inglês, espanhol e português", explica.
Mas se hoje o SciELO Brasil é uma referência, o programa enfrentou algumas resistências quando surgiu. "Na época, a publicação científica online estava começando e havia muitas dificuldades, dúvidas, desconfianças e resistências. Muitos se entrincheiraram na defesa do papel", comenta Packer.
Limitações técnicas, como a qualidade dos monitores, dificultavam a leitura diretamente no computador. A publicação online chegou a ser tachada como de baixa qualidade e alguns editores temiam a perda de autonomia ao ingressar na coleção. "Essas resistências e dúvidas foram superadas logo nos primeiros dois anos de operação porque o programa rapidamente adquiriu a condição de referência de qualidade ao mesmo tempo em que o número de acessos aos artigos cresceu de forma exponencial, particularmente com a indexação no Google Scholar", diz Packer.
A inovação que gerou desconfianças hoje é um instrumento imprescindível para os pesquisadores brasileiros. "Os sistemas nacionais de financiamento e avaliação passaram a considerar a indexação no programa como referência de qualidade, e os periódicos, após ingressarem no SciELO, passaram a receber mais submissões".
Um grande desafio é qualificar ainda mais os periódicos para ampliar a visibilidade e o impacto internacional. Existem barreiras que precisam ser superadas: "por um lado, está o aumento na proporção de artigos no idioma inglês. Em segundo lugar, o desenvolvimento das condições de gestão e operação que atraiam manuscritos de melhor qualidade do Brasil e do exterior", explica Packer.
Além disso, o coordenador enfatiza a necessidade de profissionalização dos processos editoriais, assim como a internacionalização dos conselhos, com o aumento da participação de pesquisadores de referência do exterior. E para manter a posição no ranking de Top Portais, a biblioteca eletrônica brasileira deve aumentar ainda mais a presença nos índices bibliográficos internacionais e nos buscadores de conteúdos da web, particularmente o Google Scholar. "Por outro lado, temos que viabilizar a operação das coleções nos dispositivos móveis como os tablets e smartphones", ressalta o coordenador do programa.