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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Análise do edital do MEC para livros didáticos digitais


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Semana passada, o governo federal divulgou o edital de seleção de livros didáticos do Ensino Médio, para o ano letivo de 2015 – incluindo, pela primeira vez, a possibilidade de inscrição de livros didáticos digitais. A iniciativa é louvável e coerente – afinal, se o governo quer fornecer tablets aos alunos, precisa providenciar conteúdo adequado.
Não serão aceitos livros digitalizados – PDFs e ePubs simples, sem recurso multimídia, ficam fora da seleção. A ideia é que o livro digital traga o conteúdo dos livros impressos “integrados a objetos educacionais digitais”, como “vídeos, imagens, áudios, textos, gráficos, tabelas, tutoriais, aplicações, mapas, jogos educacionais, animações, infográficos, páginas web e outros elementos”. Enfim, conteúdos que tirem proveito específico do suporte digital.
Em termos de acessibilidade, os livros adquiridos pelo governo deverão ser convertidos, também, para o formato MecDaisy (a implementação do MEC para o formato DAISY, que adapta conteúdo para estudantes e professores cegos).
Outro requisito é a compatibilidade com múltiplas plataformas – o edital cita que o “mínimo de padronização” será o acesso dos livros digitais pelos principais sistemas operacionais, citando “Android 2.3 ou posteriores, iOS, Linux (Ubuntu) e Windows 7 ou posteriores, para dispositivos como laptop, desktop e tablets”.
Esse grau de compatibilidade elimina os apps do edital. Nenhuma editora irá criar 5 versões de um app para sistemas diferentes, uma vez que o custo é simplesmente inviável. Também ficam eliminadas as aplicações em Flash, já que elas não rodam em iOS. Na prática, a opção das editoras será fornecer os livros digitais em formato ePub. Mais especificamente, o formato ePub3.
Tanto o ePub quanto o ePub3 são formatos abertos, capazes de operar em todas as plataformas. E o ePub3 comporta todos os conteúdos multimídia relacionados no edital. É difícil dizer se o MEC está a par das limitações técnicas, ainda existentes, para a adoção do ePub3 de modo generalizado. Porém, levando-se em conta que a entrega dos livros digitais será apenas em agosto de 2013, para uso nas escolas em 2015, tudo indica que o ePub3 será o principal formato adotado pelas editoras.
Segundo o edital, os livros digitais devem vir sempre acompanhados de uma versão impressa. Não será possível submeter somente um livro didático digital, sem estar acompanhado de versão impressa, que deverá manter o mesmo ordenamento de páginas que o livro digital, e indicar, através de ícones, aqueles trechos que possuirem conteúdo multimídia adicional, na versão digital. A versão impressa deverá ser capaz de, sozinha, permitir uma aprendizagem tão suficiente quanto o livro digital. Estes mecanismos demonstram a cautela do Ministério da Educação na adesão ao digital, e a preocupação em evitar que uma eventual falta de acesso ao conteúdo digital, possa prejudicar os alunos.
A grande questão é a seguinte: será que as editoras brasileiras conseguirão produzir livros digitais, que não pareçam meras cópias digitalizadas dos livros impressos? Nos Estados Unidos e em outros lugares, esta é uma principais queixas dos estudantes.
Fonte: http://revolucaoebook.com.br/analise-edital-mec-para-livros-didaticos-digitais/

sábado, 8 de dezembro de 2012

PNLD 2015 incluirá conteúdo digital


Programa Nacional do Livro Didático [PNLD] 2015 incluirá conteúdo digital


O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 2015 incluirá conteúdo digital, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), convocou uma audiência pública para discutir as inovações do PNLD 2015, "considerando as possibilidades de transformações inerentes às novas tecnologias digitais no mercado de livros e a necessidade de integração curricular nas diversas áreas do conhecimento do ensino médio".
O FNDE convocou na última quarta-feira instituições nacionais e internacionais para formar parcerias "para a estruturação e a operação de serviço virtual, para disponibilização de obras digitais e outros conteúdos educacionais digitais para professores, estudantes e outros usuários da rede pública de ensino brasileira, com ênfase nos títulos do PNLD e de outras ações governamentais na área de material escolar, por meio de tecnologia que assegure o atendimento em escala nacional e proteja aos direitos autorais digitais e a propriedade intelectual dos acervos".
Para ter acesso ao edital, clique aqui.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 07/12/2012
Fonte: http://ebookpress.wordpress.com/2012/12/07/programa-nacional-do-livro-didatico-pnld-2015-incluira-conteudo-digital/